Busca interna do iBahia
HOME > BRASIL

BRASIL

Após 30 anos, Banco Central anuncia o “fim” das cédulas clássicas de R$ 2 a R$ 100

Mudança faz com que as notas antigas sejam recolhidas, afetando a forma como o dinheiro em espécie é circulado

Gustavo Zambianco
Por
Banco Central anuncia recolhimento de notas de R$ 2 a R$ 100
Banco Central anuncia recolhimento de notas de R$ 2 a R$ 100 - Foto: Reprodução | Pixabay

O Banco Central do Brasil deu início, nesta quarta-feira, 17, ao processo de retirada definitiva das cédulas de R$ 2 a R$ 100 da primeira família do Real, lançadas em 1994, no início do Plano Real. Na prática, o dinheiro antigo segue com valor legal e pode ser usado normalmente, mas deixa de voltar à circulação sempre que passa pelo sistema bancário.

A medida faz parte da política de renovação do meio circulante e não prevê recolhimento imediato por parte da população. O foco está no fluxo natural do dinheiro: quando as notas antigas chegam a caixas de bancos, em depósitos, pagamentos ou trocas, elas são separadas e retidas, em vez de retornarem ao bolso dos consumidores.

Tudo sobre Brasil em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Com isso, a presença dessas cédulas no cotidiano tende a diminuir de forma progressiva. O impacto é percebido aos poucos, à medida que o papel moeda antigo vai sendo substituído por notas mais recentes, com melhor estado de conservação e elementos de segurança atualizados.

O que muda para quem usa dinheiro vivo

As notas da primeira família do Real continuam sendo aceitas em compras e transações, já que permanecem como meio de pagamento legal. A diferença ocorre quando entram no circuito bancário: ao serem identificadas, passam a ser recolhidas pelas instituições financeiras.

Na prática, o consumidor ainda pode receber uma cédula antiga no comércio, mas ela tende a desaparecer do uso cotidiano assim que retornar ao sistema financeiro.

Como funciona o processo nos bancos

O procedimento orienta que as cédulas antigas sejam separadas durante as atividades de caixa. Depois disso, elas seguem para custódia e para o fluxo de substituição definido pelo Banco Central. Com o tempo, a circulação passa a ser dominada pela segunda família do Real, que entrou em circulação a partir de 2010.

Leia Também:

POLÍTICA

De réu no STF a alvo da PF: as polêmicas do senador Weverton Rocha
De réu no STF a alvo da PF: as polêmicas do senador Weverton Rocha imagem

POLÍTICA

Sabino sai, União fica: O plano do partido para não perder o 'Turismo'
Sabino sai, União fica: O plano do partido para não perder o 'Turismo' imagem

CALCULADORA

Prazo para pagamento do 13º termina nesta sexta, saiba quanto vai receber
Prazo para pagamento do 13º termina nesta sexta, saiba quanto vai receber imagem

Nota comemorativa também entra no processo

A retirada gradual inclui ainda a cédula comemorativa de R$ 10, lançada em 2000 em alusão aos 500 anos do descobrimento do Brasil. Apesar de ter circulação mais limitada, essa nota também passa a ser recolhida quando chega às instituições financeiras, seguindo o mesmo padrão das demais cédulas antigas.

O que esperar daqui para frente

A substituição ocorre de forma contínua e acompanha o retorno natural das notas ao sistema bancário. A tendência é que o público veja cada vez menos cédulas da primeira família do Real em circulação e mais dinheiro em melhor estado no dia a dia.

O recado do Banco Central é claro: o dinheiro antigo não perde valor nem validade, mas perde espaço na circulação comum, sem a necessidade de corridas aos bancos ou trocas imediatas por parte da população.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Relacionadas

Mais lidas