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DECISÃO

BC mantém Selic em 15% e reduz projeção de inflação para 2026

Decisão veio acompanhada de uma leve melhora nas projeções para a inflação de longo prazo

Rodrigo Tardio

Por Rodrigo Tardio

28/01/2026 - 19:41 h

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Projeção, que em dezembro era de 3,5%, recuou 0,1 ponto percentual, fixando-se agora em 3,4%
Projeção, que em dezembro era de 3,5%, recuou 0,1 ponto percentual, fixando-se agora em 3,4% -

Na primeira reunião de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira, 28, manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano.

A decisão veio acompanhada de uma leve melhora nas projeções para a inflação de longo prazo, embora o colegiado mantenha um tom de cautela diante de incertezas globais e domésticas.

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Melhora no IPCA

No comunicado que acompanhou a decisão, o Banco Central revisou a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026. A projeção, que em dezembro era de 3,5%, recuou 0,1 ponto percentual, fixando-se agora em 3,4%.

De acordo com o Comitê, os dados mais recentes mostram que a inflação cheia e as medidas subjacentes — que excluem itens mais voláteis — apresentam sinais de arrefecimento. No entanto, o órgão ressaltou que os preços seguem acima da meta estabelecida.

Riscos no horizonte

O Copom destacou que o cenário atual é marcado por riscos "mais elevados do que o usual" em ambas as direções. No cenário de alta de preços, preocupa a resiliência da inflação de serviços e a desancoragem das expectativas por um período prolongado.

O Banco Central também monitora a combinação de políticas econômicas que possam manter o câmbio depreciado, pressionando os custos.

Por outro lado, o relatório aponta fatores que podem puxar a inflação para baixo, como uma desaceleração da economia brasileira ou global mais forte do que o previsto, além de uma eventual queda nos preços internacionais das commodities.

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Câmbio Copom Inflação ipca política monetária Selic

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