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Ministério da Saúde confirma morte de Bebê por ameba super-rara

Contaminação pode ter acontecido por conta do reservatório de água

Gustavo Zambianco
Por Gustavo Zambianco
| Atualizada em
Uma criança de 1 ano e 3 meses morreu no Ceará, e a principal causa pode ter sido uma ameba super-rara.
Uma criança de 1 ano e 3 meses morreu no Ceará, e a principal causa pode ter sido uma ameba super-rara. - Foto: Reprodução | Arquivo Pessoal

Uma criança de 1 ano e 3 meses morreu no Ceará após contaminação por uma ameba super-rara que só tinha registro de um óbito até então no Brasil. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde.

>>>Morte de bebê por ameba "comedora de cérebro" é investigada

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A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) segue investigando o caso de suspeita de infecção pela ameba "Naegleria fowleri”, que causa uma doença chamada “meningoencefalite”.

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O Ministério da Saúde segue investigando juntamente à Sesa. A principal hipótese é de que a contaminação ocorreu por conta do contato de água impura com as narinas da criança durante a lavagem do rosto dela ou banho.

A morte foi registrada dia 19 de setembro de 2024, oito dias após os sintomas começaram, que são: febre, sonolência, irritabilidade e vômito.

"No Brasil, o único relato na literatura científica sobre caso de meningoencefalite amebiana em humano causada por Naegleria sp. ocorreu em 1975, no estado de São Paulo." Diz o Ministério da Saúde.

A ameba Naegleria fowleri é um organismo de uma célula que vive em água doce quente, como lagoas, açudes, rios e fontes termais. Sua infecção ocorre por via nasal, depois ela migra até o cérebro, causando a destruição do tecido cerebral e inflamação, resultando na meningoencefalite amebiana primária (PAM). Vale ressaltar que essa ameba não é transmitida pela ingestão da água e também ela não pode ser passada de pessoa para pessoa.

Segundo o secretário executivo de Vigilância em Saúde, Antonio Silva Lima Neto (Tanta), os casos normalmente acontecem por conta de banhos nesses locas de lagos, lagoas etc. Porém no caso da garota, a suspeita é de que ela tenha sido infectada em um banho e casa. “No nosso caso aqui, o que a gente está investigando? É como se fosse uma água que passou por um reservatório e aqueceu naturalmente pelo sol mesmo. Isso pode ter favorecido essa reprodução”, explicou o secretário, que é doutor em saúde coletiva.

Ele disse também que a ameba é difícil de ser rastreada, principalmente em grandes corpos d'água, como lagos, lagoas, açudes, etc. “Nesse caso, provavelmente, a gente foi capaz de identificar porque era uma coleção que estava num reservatório que foi aquecido”, complementou.

Porém, o secretário disse que em análises passadas, já apresentavam resultados positivos para a presença dessa ameba na água que abastece a casa onde a criança morava. Após a identificação da ameba, a Sesa, juntamente da prefeitura de Caucaia, adotou medidas de precaução. “Rapidamente a Sesa visitou o local junto com a secretaria municipal. Foram feitas diversas reuniões. Foi modificada a forma de abastecimento da água, foi aperfeiçoada a cloração, a filtragem”, destacou o secretário.

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Tags

água contaminada ameba rara ceará meningoencefalite Naegleria fowleri saúde pública

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