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Casa própria: governo separa R$ 180 bilhões para distribuir a brasileiros

Governo federal anunciou uma reformulação do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida

Edvaldo Sales
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Governo federal anunciou uma reformulação do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida
Governo federal anunciou uma reformulação do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida - Foto: Freepik

O governo federal anunciou uma reformulação do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, com a promessa de ampliar o acesso ao crédito imobiliário e estimular o setor da construção civil em todo o país. A iniciativa prevê um volume de investimentos de R$ 180 bilhões e a meta de viabilizar a contratação de 3 milhões de moradias até o fim de 2026.

Uma das principais novidades é a criação da Faixa 4, que passa a contemplar famílias com renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. Nessa modalidade, será possível financiar imóveis de até R$ 500 mil. Embora não haja subsídio direto do governo para esse grupo, a taxa de juros fixada em 10% ao ano é considerada competitiva frente às condições praticadas pelo mercado.

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Ajustes

Além da nova faixa, o programa também passou por ajustes nas categorias já existentes, ampliando benefícios para famílias de renda mais baixa. A expectativa é que as mudanças tornem o crédito habitacional mais abrangente, atendendo diferentes perfis econômicos e ampliando as possibilidades de acesso à casa própria.

Os efeitos da reformulação já aparecem nos números do setor. Em 2025, o programa respondeu por 52% dos lançamentos imobiliários e por 49% das vendas de unidades residenciais no país. O desempenho é atribuído à ampliação do público atendido e ao aumento da oferta de novos empreendimentos.

Mesmo em um ambiente de juros básicos acima de 15% ao ano, o mercado imobiliário apresentou resultados acima das projeções iniciais. As metas de lançamentos e comercializações foram superadas, indicando resiliência da demanda.

O financiamento também foi impulsionado por recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que somaram R$ 144,5 bilhões no período, fortalecendo a capacidade de concessão de crédito.

Outro fator que sustenta o ritmo do setor é a intenção de compra. Pesquisas de mercado apontam que uma parcela significativa da população brasileira planeja adquirir imóvel nos próximos dois anos, movimento que tende a manter aquecida a atividade imobiliária e contribuir para a estabilidade do segmento.

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casa própria governo federal Minha Casa Minha Vida

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