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Casal usava contas dos filhos para ocultar dinheiro Comando Vermelho

Esquema usava empresas falsas e contas de adolescentes para lavar dinheiro da facção

Isabela Cardoso
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A ação foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado
A ação foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado - Foto: Gaeco/MPGO

O Ministério Público de Goiás (MPGO) deflagrou nesta terça-feira, 18, uma operação que desmonta parte da estrutura financeira do Comando Vermelho (CV) no estado. Batizada de Cifra Vermelha, a ofensiva atingiu um esquema de lavagem de dinheiro que, segundo os investigadores, utilizava empresas fictícias, laranjas e até contas bancárias em nome de duas crianças, de 12 e 14 anos.

A ação foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e envolveu mandados de busca, apreensão e prisões em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Palmeiras de Goiás.

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De acordo com a investigação, o esquema era articulado por um casal que exercia liderança no braço financeiro do Comando Vermelho no estado. Os dois teriam aberto empresas de fachada exclusivamente para mascarar valores oriundos do tráfico de drogas.

O MPGO afirma que a dupla chegou a movimentar milhões de reais com o objetivo de dificultar o rastreamento das transações. Para ampliar a ocultação, contas bancárias em nome dos filhos adolescentes eram usadas para receber e redistribuir parte do dinheiro ilícito.

Mandados, prisões e bloqueio milionário

No total, 13 mandados de busca e apreensão e sete ordens de prisão, entre preventivas e temporárias, foram cumpridos. Um contador apontado como responsável por estruturar as empresas falsas também foi preso.

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O Judiciário determinou ainda o sequestro de R$ 28,1 milhões, além da apreensão de veículos ligados aos suspeitos. Todos os alvos são apontados como integrantes do esquema de lavagem associado à facção.

Estrutura financeira usava rede de empresas fictícias

As apurações começaram há cerca de um ano, com base na quebra de sigilos e na análise de um grande volume de transações suspeitas. Segundo o Gaeco, o grupo criou uma rede de empresas de fachada para receber e redistribuir dinheiro ligado ao tráfico.

A pulverização dos valores envolvia centenas de pessoas conectadas ao Comando Vermelho, o que ampliava a dificuldade de rastrear a origem do capital e permitia que a estrutura financeira operasse em diferentes níveis, de forma descentralizada.

Investigações agora avançam para identificar novos núcleos

Durante a operação, foram apreendidos documentos, dispositivos eletrônicos e registros contábeis que podem revelar a existência de outros braços financeiros da facção atuando em Goiás. O MPGO pretende aprofundar a análise do material recolhido para mapear novos operadores e empresas vinculadas ao esquema.

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Comando Vermelho lavagem de dinheiro

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