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Caso Genivaldo Santos: MPF recorre para aumentar penas de policiais

Crime ocorreu em maio de 2022, durante abordagem policial no município de Umbaúba, em Sergipe

Redação
Por Redação
Genivaldo morreu após uma abordagem policial truculenta em Sergipe
Genivaldo morreu após uma abordagem policial truculenta em Sergipe - Foto: Reprodução | Redes Sociais

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao Tribunal Federal da 5ª Região (TRF5) pelo aumento das penas dos ex-policiais rodoviários federais Paulo Rodolpho Nascimento, William Noia e Kleber Freitas, condenados em 7 de dezembro de 2024 pela morte de Genivaldo Santos de Jesus. O crime ocorreu em maio de 2022, durante abordagem policial no município de Umbaúba, em Sergipe.

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Durante a abordagem truculenta dos policiais, Genivaldo acabou morrendo asfixiado após ter sido trancado no porta-malas da viatura, onde inalou gás lacrimogêneo, em maio de 2022. O caso teve repercussão mundial.

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O objetivo do recurso do MPF é reforçar a gravidade do caso e pedir a ampliação das penas para um patamar mais elevado. O documento enfatiza a necessidade de prevenção geral, com a sinalização de que o Estado não tolerará condutas semelhantes por parte de seus agentes públicos.

Na argumentação, o MPF destaca a extrema gravidade do crime e o desprezo pela dignidade humana, praticado por agentes públicos que tinham o dever legal de proteger Genivaldo Santos, e chama atenção para a vulnerabilidade da vítima, que era uma pessoa com deficiência mental e não oferecia riscos aos policiais durante a abordagem.

Os procuradores da República que assinam o recurso reforçam também as circunstâncias especialmente graves da execução do crime e os impactos sociais do fato, que abalou a confiança da população nas instituições de segurança pública, além de ter provocado danos à imagem da Polícia Rodoviária Federal.

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