BAHIA
Ataques de piranhas na Bahia: saiba mitos e verdades sobre o peixe
Peixe se alimenta de pequenos animais como insetos ou algas
Por Redação
Após ataque de piranhas a banhistas que frequentavam a Prainha de Lomanto, em Jequié, no sudoeste da Bahia, o Portal A TARDE resolveu detalhar quais são os mitos e verdades em torno desse tipo de episódio e quais os hábitos desse peixe predominante na Bacia Amazônica.
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A espécie tem hábitos carnívoros e se alimentam de pequenos animais, frutas, sementes ou até mesmo algas.
Ao contrário do que se pensa, as piranhas não atacam por qualquer motivo. Na maioria das vezes, os ataques ocorrem quando não têm seus alimentos favoritos, sapo e peixes, ou para defender suas crias.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Pantanal, Agostinho Carlos Catella, as piranhas são atraídas pela cor e pelo odor do sangue na água. Ele reforça que os ataques a seres humanos acontecem, mas não são tão comuns. As informações são do portal Globo Rural.
A piranha se reproduz na planície pantaneira entre fevereiro e abril/maio. Os maiores exemplares do peixe podem chegar a 50 cm de comprimento. Das 30 espécies de piranhas existentes no mundo, somente a piranha de barriga vermelha é notoriamente conhecida por ser comedora de humanos. Essa espécie torna-se mais violenta durante o período de seca, quando a comida nos lugares onde vivem se torna escassa.
Ao UOL, o professor Marcelo Andrade, para evitar casos como esses de Jequié, é importante não levar alimentos para a beira dos rios e açudes. [...] "Na verdade, o que acontece é que as piranhas se sentem atraídas por algo que os banhistas trazem e não se dão conta, que são alimentos. Os restos de comida trazidos pelas pessoas caem na água e atraem pequenos peixes e crustáceos, esses sim vistos como refeições pelas piranhas", explicou o pesquisador da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
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