Busca interna do iBahia
HOME > BRASIL

INVESTIGAÇÃO

Elo entre dirigentes do Corinthians e PCC vira investigação caso de polícia

Polícia investiga esquema financeiro ligado ao patrocínio da VaideBet, que pode ter conexões com o crime organizado

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Corinthians vota pelo impeachment de Augusto Melo no próximo dia 26 de maio
Corinthians vota pelo impeachment de Augusto Melo no próximo dia 26 de maio -

A investigação do caso que cita uma possível ligação entre dirigentes do Corinthians e a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), rastreou o caminho dos recursos do contrato e descobriu uma relação de dirigentes e a organização criminosa.

A Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro revelou contas nas quais circularam R$ 1,4 milhão de reais que foram pagos em comissão pelo patrocínio com a empresa VaideBet, a partir da quebra dos sigilos bancários.

Tudo sobre Brasil em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Esse dinheiro chegou a uma conta denunciada ao Ministério Público pelo empresário Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do PCC, morto em 8 de novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

As expectativas são que o inquérito que investiga o caso instaurado pela Polícia Civil (PC) termine ainda neste mês de maio.

Transferências que revelam ligação entre Corinthians e PCC

Segundo investigação da PC, o dinheiro desviado foi transferido para a conta da Rede Social Media Design, empresa de Alex Cassundé, empresário que intermediou o contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas VaideBet. O valor teria sido desviado em duas remessas de R$ 700 mil, em março de 2024.

Em seguida, a empresa de Cassundé realizou dois repassas para a Neoway Soluções Integradas, empresa que tem como sócia Edna Oliveira dos Santos, mulher que mora em Peruíbe, no litoral de São Paulo que afirmou desconhecer o caso. Os valores transferidos foram de R$ 580 mil e R$ 462 mil.

Ainda em março do ano passado, a Neoway transferiu cerca de R$ 1 milhão para a Wave Intermediações Tecnológicas, que ainda fez mais três transferências para a UJ Football Talent Intermediação, de aproximadamente R$ 870 mil. A UJ foi citada por Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, em delação feita com promotores de Justiça.

Leia Também:

BRASIL

Companhias aéreas podem negar embarque de animais de suporte emocional
Companhias aéreas podem negar embarque de animais de suporte emocional imagem

PARA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Cesta básica ideal chega a R$ 432; batata e tomate pesam no bolso
Cesta básica ideal chega a R$ 432; batata e tomate pesam no bolso imagem

SERVIÇO

Saiba o que fazer se um familiar morrer dentro de casa
Saiba o que fazer se um familiar morrer dentro de casa imagem

Antônio Vinícius Gritzbach afirmou ainda que a UJ seria controlada informalmente por Danilo Lima, conhecido como “Tripa”, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele já havia sido investigado pelo sequestro de Antônio Vinícius Gritzbach em 2022.

Investigados

Além de Alex Cassundé, ligado à empresa Rede Social Media Design, membros da diretoria do clube e o presidente Augusto Melo também são investigados. Entre eles, o próprio presidente Augusto Melo, o ex-diretor administrativo Marcelo Mariano, e o ex-superintendente de Marketing Sérgio Moura, que também foram ouvidos pelo Delegado Tiago Fernando Correia, do DPPC, e Juliano Carvalho Atoji, Promotor de Justiça do GAECO, na segunda semana de abril.

De acordo com a PC, os três depoimentos dos últimos ouvidos divergiram entre eles, principalmente na questão sobre a apresentação de Alex Cassundé, que é considerado o intermediário da negociação com a casa de apostas.

Nenhum dos quatro escutados pela Polícia Civil apresentou qualquer evidência sobre o relacionamento entre eles para fechar o negócio entre Corinthians e VaideBet. A possibilidade é de que os crimes sejam enquadrados em lavagem de dinheiro e associação criminosa, mas a Polícia Civil ainda irá definir.

Posicionamento do Clube

Em nota, o Corinthians aponta que não tem envolvimento com os repasses financeiros. “O inquérito policial está sob segredo de justiça, portanto não teremos nenhum comentário a adicionar. O Corinthians não tem responsabilidade por qualquer direcionamento de dinheiro que não esteja na conta bancária do Clube”, diz o clube em trecho da nota.

Impeachment

Em janeiro de 2024, o Conselho do Corinthians se reuniu no Parque São Jorge para votar o impeachment de Augusto Melo, mas a reunião foi suspensa depois do processo de admissibilidade passar por 126 a 114. A reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians para votação foi remarcada para o dia 26 de maio.

Sobre o caso

Ainda em janeiro de 2024, o Corinthians anunciou o maior contrato de patrocínio máster do futebol brasileiro com a casa de apostas VaideBet, com três anos de duração. Posteriormente, o negócio foi ganhando detalhes e as polêmicas foram reveladas.

Após cinco meses, a patrocinadora decidiu rescindir o contrato com o clube do Parque São Jorge por conta da suspeita de um laranja no contrato firmado entre as partes.

Suspeita de laranja

As investigações revelaram que a empresa Rede Social Media Design LTDA intermediou o acordo entre a VaideBet e o Corinthians, repassou parte do valor da comissão (pago pelo clube) para outra organização.

A outra organização envolvida é a Neoway Soluções Integradas em Serviços LTDA. Antes da rescisão, a VaideBet já havia enviado uma notificação extrajudicial sobre o suposto caso de “laranja” no acordo do clube com a organização.

No documento, a empresa diz que as acusações violavam uma cláusula anticorrupção presente no contrato. O Corinthians enviou uma nota respondendo às alegações do suposto “laranja” no acordo.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

corinthians lavagem de dinheiro PCC Polícia

Relacionadas

Mais lidas