JUSTIÇA DE LUXO
Desembargadora que citou escravidão tem carro híbrido e motorista
Magistrada Eva do Amaral usufruiu de estrutura de transporte que custou milhões aos cofres públicos do Pará

A desembargadora Eva do Amaral, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA), que recentemente comparou o corte de gratificações ao “regime de escravidão”, dispõe de um veículo híbrido zero movido e motorista exclusivo custeados pelo erário.
O benefício faz parte de um contrato de locação de R$ 32,6 milhões firmado pelo corte para atender o alto escalonamento do Judiciário paraense.
A estrutura de transporte da magistrada inclui um BYD King GS (modelo 2025/2026), sedã de propulsão híbrida avaliado em R$ 175 mil. De acordo com o contrato, o serviço deve garantir o máximo conforto, com critérios que incluem bancos de couro, isolamento acústico e ar-condicionado.
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Contrato milionário
O serviço de locação foi ampliado no final do ano passado, após o número de desembargadores do TJ-PA subir de 30 para 40. Para manter a frota e os 40 motoristas à disposição, o Tribunal paga cerca de R$ 544 mil mensais. A justificativa oficial para o gasto é a necessidade de posicionamento para compromissos oficiais e sessões de julgamento.
"Regime de escravidão"
A disparidade entre o custo da máquina pública e o discurso da magistrada gerou repercussão. Durante a sessão da 3ª Turma de Direito Penal, Eva do Amaral demonstrou apreensão com a situação financeira da classe.
“Colegas estão deixando de frequentar gabinetes de médicos porque não vão poder pagar consultas. Daqui a pouco estaremos no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão”, afirmou.
A despeito da denúncia, os registros financeiros mostram que a realidade da magistrada está distante da precariedade. Em março deste ano, os pagamentos brutos de Eva do Amaral foram de R$ 117,8 mil, valor que não inclui os benefícios indiretos, como o uso do veículo oficial e do motorista particular.
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