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Dívida de R$ 140 milhões e anel de Marina Ruy Barbosa: a briga por trás da Marabraz

Varejista aponta perda de garantias imobiliárias em meio a disputa entre herdeiros

Isabela Cardoso
Por
Marina Ruy Barbosa e Abdul Fares
Marina Ruy Barbosa e Abdul Fares - Foto: Reprodução | Redes Sociais

A Marabraz entrou com pedido de recuperação judicial diante de uma dívida de R$ 140 milhões e apontou uma disputa entre gerações da família Fares como um dos fatores que agravaram a dificuldade de acesso a crédito.

No processo, os controladores afirmam ter perdido o uso de imóveis familiares como garantia para operações da varejista.

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A crise envolve uma disputa pelo controle da LP Administradora de Bens, holding responsável por imóveis da família. Entre os integrantes que passaram a controlar a empresa está Abdul Fares, noivo da atriz Marina Ruy Barbosa.

Briga familiar afetou garantias usadas pela Marabraz

Segundo o pedido apresentado à Justiça, Nasser e Jamel Fares, filhos do fundador da Marabraz e atuais controladores da rede, afirmam que bancos passaram a exigir novas garantias depois que a varejista deixou de ter acesso aos imóveis administrados pela LP.

Os advogados da empresa afirmam que as instituições financeiras reduziram limites, aumentaram os custos das operações e deixaram de renovar algumas linhas utilizadas para financiar o capital de giro.

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A disputa pela holding começou em 2011, quando os filhos do fundador transferiram suas participações na empresa para os próprios descendentes. Com a operação, o controle da LP passou para os netos da família, entre eles Abdul Fares.

Os irmãos Fares contestaram a transferência e alegaram à Justiça que o negócio teria sido uma “operação simulada” destinada a proteger o patrimônio familiar de eventuais credores da Marabraz.

Os herdeiros, por outro lado, sustentaram que a transferência foi legítima e atribuíram a tentativa de anulá-la às divergências existentes entre os integrantes da família.

Justiça manteve netos no comando da holding

Em setembro de 2025, uma decisão judicial manteve os netos do fundador no controle da LP Administradora de Bens.

O entendimento foi de que os antigos sócios não poderiam pedir a nulidade da transferência alegando que o negócio teria sido utilizado anteriormente para afastar credores.

A decisão também manteve a autonomia da holding imobiliária diante da Marabraz.

Anel de Marina Ruy Barbosa aparece em disputa judicial

A briga familiar também envolve o nome de Marina Ruy Barbosa, noiva de Abdul Fares.

Em uma das ações judiciais, os irmãos Fares citaram o anel de noivado entregue pelo empresário à atriz como exemplo do que classificaram como “retiradas anuais milionárias” destinadas a sustentar um padrão de vida elevado.

A joia, cravejada de diamantes e adquirida em Dubai, foi avaliada em aproximadamente US$ 1 milhão, valor estimado em cerca de R$ 6 milhões.

O processo também menciona acusações relacionadas a gastos pessoais, viagens e aquisição de helicópteros. A atriz não é apontada como responsável pelos gastos no processo.

Filho tenta interditar o próprio pai

A disputa entre Abdul e Jamel Fares ganhou ainda outro capítulo na Justiça. Abdul tenta interditar e internar o pai, alegando problemas relacionados à saúde física e mental e dependência química.

Jamel, por sua vez, entrou com uma ação contra o filho e o acusou de realizar gastos milionários com recursos ligados ao patrimônio familiar. A disputa chegou a envolver acusações pessoais entre os dois, com Jamel chamando o filho de “ingrato” e “parasita”.

Holding nega relação com crise da Marabraz

A LP Administradora de Bens rejeitou a tentativa de relacionar sua situação patrimonial à recuperação judicial da varejista.

Em comunicado, a empresa afirmou que possui administração, sócios, patrimônio e responsabilidades próprios, apesar de pertencer a integrantes da mesma família.

A holding também declarou que está sob controle societário distinto desde 2011 e que o Tribunal de Justiça de São Paulo já reconheceu a validade da transferência das quotas.

Segundo a LP, a empresa não participa da gestão da Marabraz e não pode ser responsabilizada pelas decisões administrativas, financeiras ou operacionais que levaram à atual situação da varejista.

A administradora ainda afirmou que a recuperação judicial decorre de decisões tomadas pela própria Marabraz, além de dificuldades enfrentadas pelo setor de varejo no país.

A empresa também classificou como equivocadas as tentativas de atribuir à holding responsabilidade pela crise financeira da rede de lojas.

Recuperação judicial ainda terá análise da Justiça

Com o pedido de recuperação judicial, a Marabraz busca reorganizar suas dívidas e manter as atividades enquanto negocia uma saída para a crise financeira.

O processo deverá analisar a situação econômica da empresa, seus credores e as condições para eventual apresentação de um plano de recuperação.

A disputa envolvendo a família Fares e a LP Administradora de Bens, por sua vez, segue em outras frentes judiciais.

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