SEGURANÇA
Entrada usada por jovem perdido no Pico Paraná recebe nova sinalização
O local teve a cerca de restrição reforçada e recebeu uma nova placa alertando que o acesso é proibido

Por Leilane Teixeira

O Instituto Água e Terra (IAT) reforçou a sinalização em uma entrada irregular do Parque Estadual Pico Paraná, no litoral do Paraná, por onde passou o jovem de 19 anos que ficou cinco dias desaparecido na mata.
O local teve:
- a cerca de restrição reforçada;
- recebeu uma nova placa alertando que o acesso é proibido;
- além de orientar os visitantes a se dirigirem à base do órgão para o cadastro obrigatório.
Segundo o IAT, a medida faz parte de um conjunto de investimentos em infraestrutura e sinalização nas Unidades de Conservação do estado.
De acordo com o diretor de Patrimônio Natural do instituto, Rafael Andreguetto, o órgão tem destinado cerca de R$ 50 milhões para melhorias em parques estaduais, mas enfrenta dificuldades por causa da grande extensão das áreas e do vandalismo recorrente.
Cenário
Atualmente, o Paraná possui 74 Unidades de Conservação, sendo quase 40 abertas à visitação. No Pico Paraná, o complexo conta com trilhas oficiais e um plano de uso público que prioriza a segurança dos visitantes, segundo o instituto.
Federação critica gestão e cobra diálogo
Apesar disso, a Fepam divulgou uma nota pública criticando o que classificou como “descaso com os parques de montanha do Paraná”. A entidade afirma manter há mais de cinco anos um Termo de Cooperação Técnica com o IAT, realizando de forma voluntária ações como mutirões, controle de acessos, combate a incêndios e doação de equipamentos.
Segundo a Federação, decisões unilaterais do órgão gestor e a falta de diálogo têm contribuído para o aumento de casos de pessoas perdidas, vandalismo e degradação das trilhas.
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Caso reacendeu debate sobre segurança
A cobrança por melhorias ganhou força após o desaparecimento de Roberto Farias Tomaz, encontrado com vida depois de caminhar cerca de 20 quilômetros até uma fazenda na localidade de Cacatu, em Antonina. Em entrevista, Roberto afirmou que se perdeu ao se confundir em uma bifurcação da trilha.
O IAT reforça que Roberto e a acompanhante acessaram o parque por uma entrada secundária, quando o local estava fechado, sem realizar o cadastro obrigatório. O procedimento exige que os visitantes informem dados pessoais, contatos de emergência, horário de entrada e saída, além de informações sobre preparo físico e equipamentos de segurança.
O não cumprimento das regras pode dificultar operações de resgate e resultar em multas que variam de R$ 500 a R$ 10 mil, conforme decreto federal.
Para trilhas de alta dificuldade, como no Pico Paraná, o instituto recomenda não entrar sozinho, formar grupos de ao menos três pessoas e, para quem não tem experiência, contratar guias ou condutores especializados.
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