NOTA BAIXA
Estudantes de medicina podem ser proibidos de realizar atendimentos
O CFM vem articulando com o legislativo a criação de um exame próprio

Cerca de 13 mil estudantes de Medicinae foram mal avaliados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), podem ser proibidos de realizar atendimentos. O Conselho Federal de Medicina estuda a possibilidade devido ao grande número registrado.
Na prova nacional, que avalia o desempenho dos alunos e a qualidade do ensino, um grande número de pessoas não atingiu a nota mínima no curso.
Alunos que cursam o último semestre do curso, que estão prestes a concluir a faculdade, também tiveram um desempenho negativo. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Enamed, três em cada dez alunos dessa categoria, não tiveram a nota mínima exigida.
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Sobre a proposta
Segundo o Conselho, o número acende um alerta sobre a qualidade da formação e o risco à população. O CFM vem articulando com o legislativo a criação de um exame próprio, que precisa ser liberado por lei, mas os projetos seguem travados.
Desta forma, há a possibilidade da criação de uma resolução exigindo que os estudantes que não atingiram a nota mínima, fiquem sem o registro profissional, o que impediria que eles atendessem os pacientes.
“Já encaminhamos para o jurídico uma proposta de resolução para que esses alunos prestes a se formarem e que tiveram o desempenho 1 e 2 não consigam o registro. Eu acho que é muito tenebroso colocar pessoas que não têm qualificação para atender”, José Hiran Gallo, presidente do CFM.
Uma solicitação foi enviada ao Ministério da Educação para o fornecimento de dados detalhados e acesso à lista de nomes e desempenho.
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