NOTA BAIXA
Estudantes de medicina podem ser proibidos de realizar atendimentos
O CFM vem articulando com o legislativo a criação de um exame próprio

Por Luiza Nascimento

Cerca de 13 mil estudantes de Medicinae foram mal avaliados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), podem ser proibidos de realizar atendimentos. O Conselho Federal de Medicina estuda a possibilidade devido ao grande número registrado.
Na prova nacional, que avalia o desempenho dos alunos e a qualidade do ensino, um grande número de pessoas não atingiu a nota mínima no curso.
Alunos que cursam o último semestre do curso, que estão prestes a concluir a faculdade, também tiveram um desempenho negativo. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Enamed, três em cada dez alunos dessa categoria, não tiveram a nota mínima exigida.
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Sobre a proposta
Segundo o Conselho, o número acende um alerta sobre a qualidade da formação e o risco à população. O CFM vem articulando com o legislativo a criação de um exame próprio, que precisa ser liberado por lei, mas os projetos seguem travados.
Desta forma, há a possibilidade da criação de uma resolução exigindo que os estudantes que não atingiram a nota mínima, fiquem sem o registro profissional, o que impediria que eles atendessem os pacientes.
“Já encaminhamos para o jurídico uma proposta de resolução para que esses alunos prestes a se formarem e que tiveram o desempenho 1 e 2 não consigam o registro. Eu acho que é muito tenebroso colocar pessoas que não têm qualificação para atender”, José Hiran Gallo, presidente do CFM.
Uma solicitação foi enviada ao Ministério da Educação para o fornecimento de dados detalhados e acesso à lista de nomes e desempenho.
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