BRASIL
Fies Empreendedor: governo altera regra e juros serão cobrados na carência
Regulamentação mudou e taxa de juros pode chegar a 11,19% ao ano


A regulamentação do programa de crédito Fies Empreendedor foi alterada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária na última sexta-feira, 10. O novo regime determina que os tomadores de crédito pagarão juros referentes desde o período de carência.
O Fies Empreendedor, destinado a estudantes e ex-estudantes adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), tem carência de até 12 meses para as pessoas jurídicas e 6 meses para as pessoas físicas.
A partir desta alteração, a carência será condicionada exclusivamente sobre o valor principal da dívida. Neste caso, os tomadores começarão a quitar as parcelas com os juros também do período de carência.
O acordo anterior, aprovado no último dia 3, determinava que os adimplentes não pagariam os juros incidentes durante as parcelas de carência, mas agora, eles são capitalizados no valor total.
Regras da nova regulamentação
Todos os financiamentos serão operados pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil com taxa de juros poderá chegar a 11,19% ao ano.
Esse percentual é formado em duas parte:
- 2,06% ao ano é referente à remuneração dos recursos disponibilizados pela União;
- até 8,94% ao ano é destinado à remuneração das instituições financeiras.
Prazos
O prazos variam conforme o tipo de beneficiário, pessoa física ou jurídica.
- Para pessoas físicas:
O pagamento deve acontecer em até 60 meses e com carência de até seis meses para começar a pagar o principal.
- Para pessoas jurídicas:
O prazo de pagamento de até 96 meses e a carência de até 12 meses para começar a pagar o principal.
Sobre o Fies Empreendedor
Leia Também:
O programa foi criado para oferecer condições especiais de crédito para os beneficiários do Fies que estejam em dia com o financiamento estudantil.
A ideia é incentivar o empreendedorismo dos adimplentes e estimular o pagamento regular dos estudantes nas parcelas do Fies.
As linhas podem ser utilizada por pessoas físicas, para financiar atividades empreendedoras e pessoas jurídicas, para capital de giro das empresas.


