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Golpe no INSS: entenda como Uber, Caixa e Serasa foram usadas

Informação consta em relatório da Controladoria-Geral da União (CGU)

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Uber e Caixa podem ter sido vítimas de associação investigada nas fraudes do INSS
Uber e Caixa podem ter sido vítimas de associação investigada nas fraudes do INSS - Foto: Montagem | Rafa Neddermeyer e Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Uber e a Caixa Econômica podem ter sido vítimas de uma associação investigada no esquema bilionário de fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A informação consta do relatório de investigação da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre a Associação de Assistência Social à Pensionistas e Aposentados (AASPA). Segundo o documento, a entidade atribuiu a validação biométrica de novos filiados as duas empresas, além da Serasa e do Sicoob.

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O relatório já está sob posse dos membros da CPMI do INSS instalada há dois meses para investigar o escândalo dos descontos indevidos.

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Em nota, a Uber afirmou que “não fornece serviço de validação biométrica a terceiros e não localizou relação contratual” com a AASPA e com a Deltafox, mas que possui contrato com o Serpro, desde 2019, para uso exclusivo na própria plataforma.

A Caixa Econômica Federal afirmou que não é parte do processo e não irá comentar porque não obteve acesso à íntegra do documento da CGU.

Suspeitas nas filiações

A AASPA é presidida, segundo o Metrópoles, pelo ex-gerente do banco BMG Anderson Ladeira Viana. As assinaturas de novos filiados da entidade foram feitas por meio da Dataqualify, que também pertence à Viana.

A entidade, porém, contratou outra empresa de tecnologia, a Deltafox, para validar biometrias dos aposentados que ela filiaria para descontar mensalidade associativa direto da folha de pagamento do benefício.

Em uma amostragem de 3,7 mil CPFs consultados junto ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), a CGU identificou, entre junho de 2024 e janeiro de 2025, 103 tentativas de inclusão de novos filiados à AASPA. Desses, apenas 12 passaram por validação e não foram feitas pela Deltafox.

“Constatou-se que, mesmo nesses 12 casos, as validações não foram realizadas pela empresa DeltaFox, supostamente contratada pela AASPA para executar esse procedimento. Os acessos foram, na verdade, atribuídos a terceiros sem qualquer vínculo contratual ou institucional com a associação, tais como Uber do Brasil Tecnologia Ltda., Banco Cooperativo Sicoob S.A., Serasa S.A. e Caixa Econômica Federal”, informou a CGU.

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