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REVIRAVOLTA

Governistas pedem convocação de Bolsonaro na CPMI do INSS

Deputados justificam convocação sob argumento de que Bolsonaro teria conhecimento das irregularidades

Rodrigo Tardio
Por
Pedido de CPMI foi assinado por 44 senadores e 249 deputados
Pedido de CPMI foi assinado por 44 senadores e 249 deputados -

Os deputados Alencar Santana (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS) e Rogério Correia (PT-MG) apresentaram, na tarde de quarta-feira, 20, um requerimento para a convocação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à CPMI do INSS.

Pouco antes, em reviravolta negativa para o governo de, a oposição formou maioria para escolher o presidente da comissão, desbancando o acordo inicial para que a presidência ficasse com o senador Omar Aziz (PSD-AM).

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Com perfil mais governista, o parlamentar pelo Amazonas representava uma perspectiva mais positiva para o Executivo em tema com potencial de crise. O cargo, no entanto, ficou com o senador Carlos Viana (Podemos-MG), alinhado a Bolsonaro.

No requerimento, deputados justificam a convocação sob o argumento de que Bolsonaro teria conhecimento das irregularidades envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários desde 2018. O pedido se baseia em uma declaração do senador Izalci Lucas (PL-DF), feita em maio deste ano em entrevista a CNN Brasil, em que o parlamentar afirma que, ainda na transição de governo, comunicou Bolsonaro sobre as fraudes.

“Tal circunstância impõe a esta Comissão a necessidade de apurar de forma direta o grau de conhecimento e as providências efetivamente adotadas ou omitidas pelo chefe do Poder Executivo no período em que os ilícitos se desenvolveram”, dizem os deputados.

A expectativa do Planalto era garantir a presidência da comissão à Aziz, nome indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). No entanto, horas antes da votação, a oposição conseguiu articular a candidatura de Carlos Viana, que levou a vaga por 17 votos a 14.

O governo também teve derrota na relatoria, que ficou com o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), escolhido pelo presidente eleito. O acordo anterior era para que a vaga ficasse com o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), uma indicação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que agradava o Executivo.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), reconheceu falhas da base governista na articulação da eleição da CPI e assumiu a culpa pela derrota. Ele admitiu que “subestimou” a capacidade de organização da oposição.

Após a derrota, ele se reuniu com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. No encontro, ficou definido que Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Comunicação de Lula, e um dos autores da convocação de Bolsonaro, assumirá a coordenação governista na CPI. O deputado Duarte Júnior (PSB-MA) vai ocupar a vice-presidência.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), também reconheceu que foi subestimada a capacidade de mobilização dos oposicionistas.

A CPMI do INSS foi instalada em 17 de junho pelo então presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AM), a partir de pedido apresentado em 12 de maio pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT).

O pedido de CPMI foi assinado por 44 senadores e 249 deputados.

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convocação CPMI Depoimentos deputados governistas INSS Jair Bolsonaro

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