BRASIL
Greve na Argentina cancela voos em Salvador nesta quinta-feira
Terminal da capital baiana registra cancelamento de voo da Aerolíneas Argentinas

A greve geral na Argentina, deflagrada nesta quinta-feira, 19, pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), já reflete nas operações aéreas da capital baiana. No Aeroporto Internacional de Salvador Luís Eduardo Magalhães, foi registrado o cancelamento do voo da Aerolíneas Argentinas que estava previsto para pousar às 23h30 e decolar às 00h25.
A paralisação é um protesto direto contra a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei, que começa a ser discutida hoje na Câmara dos Deputados argentina. Como a greve impossibilita serviços essenciais em aeroportos de cidades como Buenos Aires, Córdoba e Rosário, a malha aérea internacional sofreu um efeito dominó imediato.
Impacto nos principais terminais do Brasil
Além de Salvador, a onda de cancelamentos se espalhou por diversos estados brasileiros. O cenário mais crítico é registrado em Florianópolis (SC), com ao menos 32 voos cancelados na rota entre a capital catarinense e o país vizinho.
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No Rio de Janeiro, o RIOgaleão contabilizou 31 operações canceladas, entre chegadas e partidas. Em São Paulo, no Aeroporto de Guarulhos, Latam e Gol confirmaram a suspensão de voos para Buenos Aires logo nas primeiras horas da manhã. Outros terminais, como os de Brasília, Porto Alegre e Natal, também registraram prejuízos aos passageiros.
Entenda os motivos da greve e a reforma de Milei
A mobilização busca barrar o projeto de reforma trabalhista que o governo Milei espera aprovar até 1º de março. O texto revisa regras que remontam à década de 1970 e propõe mudanças estruturais profundas:
- Restrições a greves: Exige a prestação mínima de 50% a 75% de serviço em áreas essenciais (como transporte e saúde), limitando o poder dos sindicatos.
- Jornada de trabalho: Flexibiliza o horário, permitindo até 12 horas diárias de trabalho sem pagamento de horas extras, desde que haja compensação.
- Demissões e indenizações: Facilita o desligamento de funcionários e reduz o cálculo de indenizações, permitindo até o parcelamento dos valores.
- Período de experiência: Ampliação do prazo de teste para seis meses, podendo chegar a um ano em casos específicos.
O governo argentino justificou a reforma como necessária para combater a informalidade, que atinge 40% dos trabalhadores no país. Em contrapartida, sindicatos prometem novos protestos e manifestações em frente ao Parlamento, em um cenário de forte tensão e segurança reforçada pelas forças federais.
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