BRASIL
Hospital terá que pagar R$ 1 milhão após DNA revelar troca de bebês
Justiça determinou indenização milionária após erro em maternidade


O Tribunal de Justiça de Goiás condenou o Hospital São Sebastião de Inhumas a pagar R$ 1 milhão em indenizações após a troca de dois bebês na maternidade da unidade de saúde.
O caso aconteceu em outubro de 2021, na cidade de Inhumas, mas a verdade só veio à tona anos depois, após exames de DNA revelarem que os meninos estavam vivendo com as famílias biológicas erradas.
A decisão judicial foi divulgada nesta segunda-feira, 18, e classificou o episódio como uma grave falha na prestação do serviço hospitalar.
Cada pai receberá R$ 250 mil
Segundo a sentença, o valor total da indenização será dividido entre os quatro pais envolvidos no caso.
Cada um receberá R$ 250 mil por danos morais.
Além disso, a Justiça determinou que o hospital também faça o ressarcimento de R$ 880 gastos pelas famílias com os exames de DNA responsáveis por comprovar a troca dos bebês.
A decisão ainda é de primeira instância e pode ser alvo de recurso.
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Teste de DNA revelou erro após anos
A troca só foi descoberta cerca de três anos depois do nascimento das crianças.
A suspeita começou quando Cláudio Alves decidiu realizar um teste de DNA para confirmar a paternidade do menino que criava ao lado da companheira, Yasmin Kessia da Silva.
O resultado apontou incompatibilidade genética.
Após o laudo, Yasmin também realizou o exame e descobriu que a criança também não era sua filha biológica.
“Se ele não fosse filho do Cláudio, também não era meu”, afirmou ela na época.
Famílias descobriram troca na maternidade
Depois dos exames, o casal iniciou buscas para entender o que havia acontecido.
Durante a investigação, eles encontraram Isamara Cristina Mendanha e Guilherme Luiz de Souza, que tiveram um bebê na mesma maternidade e no mesmo dia.
Um novo teste de DNA confirmou que os dois meninos haviam sido trocados logo após o nascimento.
Justiça organizou transição gradual das crianças
Antes mesmo da condenação financeira, a Justiça já havia iniciado o processo de reorganização familiar.
Em outubro de 2025, o TJGO determinou que as crianças fossem entregues gradualmente às respectivas famílias biológicas.
O processo aconteceu de forma planejada para reduzir impactos emocionais nos meninos, criando uma rotina de convivência entre os quatro pais e as duas crianças.
Certidões também foram alteradas
Além da mudança de guarda, os registros civis das crianças passaram por atualização.
As novas certidões de nascimento passaram a incluir oficialmente os nomes dos dois pais e das duas mães na árvore genealógica dos meninos.


