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Líder de quadrilha que ganhava R$ 600 mil com falsos encontros é presa

Operação, batizada de Operação Luxúria, cumpriu três mandados de prisão preventiva

Isabela Cardoso
Por
| Atualizada em
Camila Francis era a cabeça da organização criminosa
Camila Francis era a cabeça da organização criminosa - Foto: Reprodução / Redes sociais

Uma complexa rede de extorsão via internet, que movimentou cerca de R$ 600 mil em apenas seis meses, foi desarticulada pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES). A líder do esquema, Camila Francis da Silva, foi presa na sexta-feira, 12, em Colatina, Espírito Santo, juntamente com seu marido e uma cúmplice, ambos integrantes da organização criminosa.

A operação, batizada de Operação Luxúria, cumpriu três mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados, evidenciando a materialidade dos crimes.

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Luxo financiado por golpes

Durante a ação policial, foram apreendidos diversos bens que demonstravam o alto padrão de vida do trio: um carro avaliado em aproximadamente R$ 120 mil, dinheiro em espécie e uma variedade de itens de luxo, como relógios, óculos e perfumes importados.

Segundo a PCES, Camila Francis era a cabeça da organização criminosa e já tinha passagens por outras operações. A investigação revelou que todo o seu padrão de vida, ostentado nas redes sociais com viagens internacionais, procedimentos estéticos e cirurgias plásticas realizadas nela e na filha, era bancado com o dinheiro das extorsões.

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A suspeita, inclusive, passou por uma significativa transformação visual após os procedimentos estéticos, com a Polícia Civil divulgando imagens que mostram sua aparência antes dos crimes.

O esquema do falso encontro

A quadrilha atraía vítimas exclusivamente pela internet. Camila criava perfis falsos em sites de relacionamento para abordar os homens. Após estabelecer contato, ela trocava fotos e informações pessoais com as vítimas e, em seguida, marcava encontros que nunca se concretizavam.

O golpe se concretizava na fase seguinte: a golpista iniciava uma série de ameaças, exigindo dinheiro para não divulgar as conversas e imagens trocadas para familiares, parentes e, principalmente, as esposas das vítimas.

Até o momento, a polícia contabilizou 15 vítimas espalhadas por mais de 10 municípios do Espírito Santo. Uma delas chegou a ter um prejuízo de cerca de R$ 30 mil.

A coluna Na Mira informa que tenta localizar a defesa de Camila Francis da Silva e dos demais envolvidos, que ainda não foram identificados. O espaço permanece aberto para manifestação.

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Espirito Santo golpe golpista

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