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Lula pede diálogo com Trump às vésperas de tarifaço entrar em vigor

Medida que taxará exportações brasileiras será efetivada no dia 1º de agosto

Da Redação
Por Da Redação
Lula e Trump
Lula e Trump - Foto: Christophe Petit Tensson e Andrew Harnik/AFP

Com a iminência de entrar em vigor o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a pedir por diálogo para tratar a questão.

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A medida passará a valer na sexta-feira, 1º de agosto, e deverá impactar fortemente a economia baiana, com produtos como celulose, papel, borracha e frutas no topo das exportações, e a nacional.

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“Eu espero que o presidente dos Estados Unidos reflita a importância do Brasil. E eu vou fazer aquilo que, no mundo civilizado, a gente faz. Tem divergência? Tem. Senta numa mesa, coloca a divergência do lado e vamos tentar resolver. E não de uma forma abrupta, individual, tomar uma decisão de que vai taxar o brasil em 50%”, disse.

Lula voltou a subir o tom e dizer que a culpa da sanção econômica é da família Bolsonaro, principalmente do deputado federal Eduardo, que está nos Estados Unidos e admitiu ter trabalhado junto ao presidente Trump na guerra comercial.

"Isso é o filho do coisa e o coisa que estão pedindo pra fazer. O cara que fazia campanha embrulhado na bandeira nacional. Brasil acima de tudo. E agora ele vai com a desfaçatez. Brasil acima de tudo, mas primeiro os EUA. Uma falta de patriotismo”, pontuou.

Tentativas

Entre as tentativas de negociação, uma comitiva de senadores brasileiros chegou aos Estados Unidos neste fim de semana com a missão de buscar apoio político e empresarial para conter o tarifaço.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, revelou na última semana ter conversado com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick.

Alckmin disse que uma das propostas passa por dobrar a relação bilateral com os EUA nos próximos cinco anos.

A expectativa do setor empresarial é que as negociações sejam feitas com cautela e que o governo consiga ao menos adiar as tarifas para depois do 1º de agosto. Assim, teriam mais tempo para negociações.

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