BRASIL
Metrô demite funcionário que negou socorro a vítima de assédio sexual
Agente na estação Sé ignorou pedido de ajuda e criticou a roupa da passageira

A Companhia do Metropolitano de São Paulo demitiu um funcionário que se recusou a prestar auxílio a uma passageira vítima de assédio sexual. O episódio ocorreu na última quarta-feira, 25, na estação Sé, após o crime ser praticado dentro de um trem da linha 3-Vermelha.
Além de ignorar o pedido de socorro da vítima na plataforma, o agente teria justificado o ato criminoso ao culpar a mulher, alegando que o vestuário dela seria o motivo do assédio. A conduta do ex-colaborador gerou indignação e foi punida pela empresa após a repercussão do caso.
De acordo com o Metrô, embora o funcionário demitido tenha falhado em sua função, outros agentes da companhia acolheram a passageira na estação. Apesar do suporte recebido posteriormente, a vítima optou por não registrar o boletim de ocorrência no momento.
No mesmo dia, outro caso de violência sexual foi registrado no sistema de trilhos da capital. Na linha 7-Rubi, administrada pela concessionária TIC Trens, uma mulher sofreu assédio na estação Água Branca.
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Passageiros que presenciaram a vítima em estado de choque acionaram a segurança. Diferente do primeiro caso, um policial civil à paisana efetuou a prisão em flagrante do agressor.
Posicionamento das concessionárias
Tanto o Metrô de São Paulo quanto a TIC Trens divulgaram notas de repúdio aos episódios. As empresas reforçaram que o treinamento das equipes de segurança e atendimento é focado no acolhimento imediato e na proteção dos usuários, ressaltando que comportamentos que revitimizam as passageiras não são tolerados nas instituições.
O Metrô orienta que, em situações de assédio, as vítimas procurem qualquer funcionário uniformizado ou utilizem o sistema de SMS Denúncia e os totens de emergência disponíveis nas estações e vagões.
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