BRASIL
Montanha-russa do Hopi Hari já fez outras vítimas no Brasil; conheça os casos
Jovem sofreu um traumatismo cranioencefálico após participar da atração

Uma jovem identificada como Júlia Bossoni, de 28 anos, sofreu sequelas neurológicas e físicas, ficando quase dois meses internada depois de andar na montanha-russa Montezum, do parque Hopi Hari, em São Paulo. Porém, o que muitos não sabem é que essa não é a primeira vez que algo assim acontece.
A Montezum é uma montanha-russa de madeira de cerca de 42 metros de altura e 1.030 de extensão, que consegue alcançar uma velocidade máxima de até 103 km/h, durando o total de 58 segundos.
Inaugurada em 1999, junto do parque todo, a montanha-russa acumula um grande número de incidentes.

Veja outros casos envolvendo a Montezum
Além de Júlia Bossoni, diagnosticada com um traumatismo cranioencefálico (TCE), a Montezum já foi o centro de várias polêmicas envolvendo lesões a seus visitantes.
O mais recente antes de Júlia aconteceu em 2018, quando a professora, Nathalia Assenjo Motta, sofreu um trauma depois de andar na atração.
De acordo com o relato da vítima ao Fantástico, a montanha-russa havia subido para fazer uma curva quando o pescoço acabou fazendo um movimento de chicote e estalou. Ela relata que ficou inconsciente na hora.
O deslocamento das vértebras foi tão grave que ela precisou colocar 12 pinos e duas hastes na região cervical.

Três dias depois do procedimento, ela recuperou os movimentos do corpo, porém perdeu a mobilidade do pescoço.
O Hopi Hari pagou uma indenização a Nathalia por danos materiais.
Leia Também:
Além das duas mulheres, um entregador por aplicativo identificado como Márcio também foi vítima da Montezum, em 2014.
Depois de andar no brinquedo, ele ficou tetraplégico. Em 2023, ele faleceu por complicações decorrentes de uma infecção urinária.
"Houve de fato o rompimento de duas vértebras, mas o problema neurológico que desenvolveu a tetraplegia, conforme consta do laudo, foi o movimento de chicote", diz o advogado de Márcio, João Erhardt, ao Fantástico.
Clientes relatam lesões ao andarem na Montezum
Em uma plataforma de avaliação de consumidores, foram encontrados ao menos 40 registros feitos, nos últimos dois anos, por pessoas que alegam ter sofrido lesões ao andar na Montezum. Os relatos são de dores no pescoço, lesões no joelho e até costelas quebradas.
Entenda o que causa as lesões
Muitas vezes, o que causa essas lesões é a Força G aplicada sobre os corpos que, depois de muitas variações de aceleração, desaceleração e direção, exerce um grande estresse no corpo das pessoas.
Tais movimentos podem ser comparados aos que acontecem com os pilotos de Fórmula 1.
Veja o que aconteceu com Júlia
Julia estava viajando com seu namorado, João Pedro, quando foram ao Hopi Hari, em abril deste ano.
Durante a visita, o casal foi duas vezes ao Montezum. Na primeira, tudo correu como o esperado; porém, na segunda, quando o carrinho retornou à plataforma, ela estava desacordada e convulsionando.

Jovem ficou quase dois meses internada
Depois do acontecimento, a mulher foi levada à Santa Casa de Vinhedo e encaminhada à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Ela foi submetida a exames que apontaram hemorragia intracraniana e edema cerebral.
Depois disso, ela precisou passar por um procedimento cirúrgico para aliviar a pressão no cérebro e ficou 57 dias internada.
O diagnóstico repassado pelos médicos foi de traumatismo cranioencefálico (TCE).
De acordo com o laudo médico, a lesão pode ter sido causada pela movimentação brusca de aceleração, desaceleração e rotação da cabeça durante o passeio.
Conforme a família, Júlia perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo, apresentou problemas de memória e dificuldades na fala.
Diante da gravidade do caso, o MP-SP abriu uma investigação e solicitou uma perícia na montanha-russa. O procedimento ainda está em andamento.
O que diz o Hopi Hari?
Em nota, o Hopi Hari afirmou que a Montezum tem certificação internacional e passa por inspeções anuais. Segundo o parque, a atração segue as normas nacionais de segurança para parques de diversões.
O parque também informou que mantém placas e avisos sonoros sobre os riscos da atração, classificada como radical.
Sobre o caso de Júlia, o Hopi Hari disse que prestou atendimento imediato, acompanhou a internação e custeou as despesas médicas.



