PARIDADE
Motta minimiza vetos ao PL Antifacção e prega harmonia entre Poderes
Presidente da Câmara afirma que foco deve ser no combate ao crime organizado

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que eventuais vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao recém-aprovado "PL Antifacção" devem ser encarados com naturalidade.
Para o parlamentar, a decisão sobre trechos da proposta é uma prerrogativa constitucional do Executivo e não deve ser motivo de embate político.
Em votação simbólica, o plenário rejeitou as alterações feitas pelo Senado e retomou, em grande parte, o texto aprovado anteriormente pelos deputados.
Leia Também:
"O momento não é de conflito entre os Poderes, mas de união para enfrentar as organizações criminosas", declarou Motta. De acordo com ele, a Câmara vai respeitar a avaliação da Presidência e analisar qualquer veto com "tranquilidade" assim que o texto retornar ao Legislativo.
Rigor histórico
O projeto, que endurece a legislação contra o crime organizado, foi aprovado na última terça-feira após um longo processo de maturação. Sob a relatoria do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), o texto passou por oito versões antes do consenso.
Motta enfatizou que a medida é a mais severa da história do país no combate a facções, atendendo a uma demanda prioritária da sociedade por segurança pública.
Integração de forças
Com a conclusão do PL Antifacção, o foco da Câmara dos Deputados volta-se agora para a PEC da Segurança Pública, enviada pelo Governo Federal neste ano.
O texto propõe uma reforma na gestão do sistema prisional e a integração das forças de segurança de todo o país.
A proposta está sob relatoria do deputado Mendonça Filho (União-PE) e deve passar pela comissão especial antes de seguir para o plenário. A expectativa da cúpula da Câmara é que a votação ocorra já na próxima semana.
Pec da Segurança
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou ainda que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública deve ser votada na próxima semana. O cronograma prevê que a comissão especial delibere sobre o tema na terça-feira, 3, liberando o texto para o plenário já na quarta-feira, 4.
Enviada pelo Executivo em abril de 2025, a medida é uma das principais apostas do governo Lula para integrar as forças policiais do país. Entre os pontos centrais estão:
- a ampliação das competências da Polícia Federal (PF);
- e da Polícia Rodoviária Federal (PRF);
- além de uma reforma estrutural na gestão do sistema prisional brasileiro.
Desafio político
Apesar da urgência do governo, a PEC é relatada pelo deputado Mendonça Filho (União-PE), nome de destaque da oposição. O texto já superou a barreira da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas ainda enfrenta o rigoroso rito das emendas constitucionais.
O que é necessário para aprovação?
Por se tratar de uma alteração na Constituição, o governo precisa de uma base sólida:
- Quórum: 3/5 dos votos (308 deputados e 49 senadores).
- Dois turnos de votação em cada Casa legislativa (Câmara e Senado).
Caso aprovada na Câmara, a matéria segue para análise do Senado Federal.
Destaques da PEC
- Criação de protocolos unificados entre estados e União.
- Maior autonomia para PF e PRF atuarem em crimes organizados.
- Novas diretrizes para padronizar a gestão das unidades penais.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




