Busca interna do iBahia
HOME > POLÍTICA

SEGURANÇA PÚBLICA

PL Antifacção: entenda o que muda no combate ao crime organizado

Proposta do governo Lula foi aprovada na noite de terça, 24

Ane Catarine
Por
Barricadas para conter avanço de policiais
Barricadas para conter avanço de policiais - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de terça-feira, 24, o Projeto de Lei 5.582/2025, conhecido como Projeto de Lei Antifacção. A proposta, considerada uma das apostas do governo Lula (PT) em ano eleitoral, foi a primeira a entrar na pauta na retomada dos trabalhos após o Carnaval.

Em votação simbólica, o plenário rejeitou as alterações feitas pelo Senado e retomou, em grande parte, o texto aprovado anteriormente pelos deputados.

Tudo sobre Política em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Agora, o projeto segue para sanção do presidente, que pode sancionar integralmente, vetar trechos ou rejeitar a proposta.

Leia Também:

COMBATE AO CRIME

Câmara rejeita mudanças do Senado e aprova PL Antifacção
Câmara rejeita mudanças do Senado e aprova PL Antifacção imagem

POLÍTICA

Lula critica PL Antifacção: 'Trocar o certo pelo duvidoso'
Lula critica PL Antifacção: 'Trocar o certo pelo duvidoso' imagem

POLÍTICA

Após derrota na Câmara, governo prepara contra-ataque ao PL Antifacção
Após derrota na Câmara, governo prepara contra-ataque ao PL Antifacção imagem

Mas o que muda na prática?

O PL Antifacção endurece o combate às facções criminosas. A principal mudança é o aumento das penas, que podem chegar a 40 anos de prisão.

O texto também cria novos instrumentos de investigação e repressão, como um banco nacional para identificar e mapear facções.

Veja os principais pontos:

Penas mais altas

O projeto reforça o conceito de “domínio social estruturado”, caracterizando como facção criminosa o grupo que exerce controle territorial e social por meio de violência ou grave ameaça.

Passam a ser enquadradas como crime práticas como:

  • Bloqueio de ruas e instalação de barricadas;
  • Imposição de regras a moradores;
  • Ataques a serviços públicos;
  • Sabotagem de infraestrutura.

Prisão preventiva facilitada

O texto estabelece que integrar, financiar, comandar facções ou exercer controle territorial violento já pode justificar prisão preventiva.

Na prática, isso significa que o simples enquadramento nesses crimes passa a indicar risco à ordem pública, facilitando a manutenção da prisão desde o início das investigações, mediante decisão judicial.

Os crimes continuam sendo classificados como hediondos.

Isso implica:

  • Regras mais rígidas para progressão de pena;
  • Transferência obrigatória de líderes para presídios federais;
  • Proibição de auxílio-reclusão para condenados por envolvimento com facções.

CIDE-Bets fica de fora

Os deputados retiraram do texto a CIDE-Bets, contribuição de 15% sobre transferências para plataformas de apostas online que havia sido incluída pelo Senado para financiar a segurança pública.

O trecho será transformado em um projeto de lei separado.

Bloqueio de bens e restrições financeiras

A proposta amplia os mecanismos de bloqueio e sequestro de bens, restrições financeiras e apreensão de ativos.

Também mantém o chamado perdimento extraordinário, que permite a perda de patrimônio antes do fim definitivo do processo, desde que haja decisão judicial.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

Câmara dos Deputados Facções criminosas Lula PL Antifacção segurança pública

Relacionadas

Mais lidas