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FIM DE UMA ERA

Orelhões se despedem das calçadas brasileiras após décadas de história

Com fim das concessões de telefonia fixa, operadoras deixam de ser obrigadas a manter aparelhos

Rodrigo Tardio
Por
Medida marca encerramento de um ciclo tecnológico atropelado pela difusão massiva dos telefones celulares
Medida marca encerramento de um ciclo tecnológico atropelado pela difusão massiva dos telefones celulares -

Símbolos de uma era em que a comunicação dependia de fichas e cartões magnéticos, os orelhões estão com os dias contados no Brasil. Mais de 37 mil aparelhos — operantes ou já danificados — vão ser removidos das calçadas de diversas cidades brasileiras a partir deste ano.

A medida marca o encerramento de um ciclo tecnológico atropelado pela difusão massiva dos telefones celulares. O processo de retirada é uma consequência direta do fim das concessões de telefonia fixa, ocorrido no ano passado.

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Com o encerramento dos contratos, as cinco empresas responsáveis pelo serviço — Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica — deixaram de ter a obrigação legal de instalar e manter terminais de uso público (TUPs) em suas áreas de atuação.

Transição

Apesar da remoção em larga escala, o serviço não vai desaparecer instantaneamente de todos os lugares.

Por contrato, as empresas devem manter a oferta de serviços de voz em regime privado até 31 de dezembro de 2028 em localidades onde forem as únicas prestadoras presentes. Nesses casos, a tecnologia utilizada para a comunicação fica a critério da operadora.

A Oi foi a primeira empresa a iniciar o cronograma de adaptação e retirada física dos aparelhos. Quanto às operadoras Algar, Claro e Telefônica, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve divulgar, em breve, os detalhes específicos sobre como e quando os seus respectivos parques de aparelhos serão desativados.

Exceções

No Paraná, o cenário é ligeiramente diferente para os municípios de Londrina e Tamarana. A concessionária local, Sercomtel, vai manter todos os orelhões em funcionamento até que a adaptação para o novo regime privado seja formalizada, garantindo que a população não fique desassistida durante a transição.

Desde o auge na década de 1990, o uso dos orelhões caiu drasticamente. Dados recentes do setor indicam que a grande maioria desses aparelhos não gera chamadas há meses, tornando o custo de manutenção inviável diante da onipresença dos smartphones e das redes móveis.

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Tags

empresas de telefonia impacto dos celulares orelhões no Brasil remoção de aparelhos públicos Tecnologia de comunicação transição das telecomunicações

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