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FIM DE UMA ERA

Orelhões se despedem das calçadas brasileiras após décadas de história

Com fim das concessões de telefonia fixa, operadoras deixam de ser obrigadas a manter aparelhos

Rodrigo Tardio

Por Rodrigo Tardio

19/01/2026 - 18:46 h
Medida marca encerramento de um ciclo tecnológico atropelado pela difusão massiva dos telefones celulares
Medida marca encerramento de um ciclo tecnológico atropelado pela difusão massiva dos telefones celulares -

Símbolos de uma era em que a comunicação dependia de fichas e cartões magnéticos, os orelhões estão com os dias contados no Brasil. Mais de 37 mil aparelhos — operantes ou já danificados — vão ser removidos das calçadas de diversas cidades brasileiras a partir deste ano.

A medida marca o encerramento de um ciclo tecnológico atropelado pela difusão massiva dos telefones celulares. O processo de retirada é uma consequência direta do fim das concessões de telefonia fixa, ocorrido no ano passado.

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Com o encerramento dos contratos, as cinco empresas responsáveis pelo serviço — Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica — deixaram de ter a obrigação legal de instalar e manter terminais de uso público (TUPs) em suas áreas de atuação.

Transição

Apesar da remoção em larga escala, o serviço não vai desaparecer instantaneamente de todos os lugares.

Por contrato, as empresas devem manter a oferta de serviços de voz em regime privado até 31 de dezembro de 2028 em localidades onde forem as únicas prestadoras presentes. Nesses casos, a tecnologia utilizada para a comunicação fica a critério da operadora.

A Oi foi a primeira empresa a iniciar o cronograma de adaptação e retirada física dos aparelhos. Quanto às operadoras Algar, Claro e Telefônica, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve divulgar, em breve, os detalhes específicos sobre como e quando os seus respectivos parques de aparelhos serão desativados.

Exceções

No Paraná, o cenário é ligeiramente diferente para os municípios de Londrina e Tamarana. A concessionária local, Sercomtel, vai manter todos os orelhões em funcionamento até que a adaptação para o novo regime privado seja formalizada, garantindo que a população não fique desassistida durante a transição.

Desde o auge na década de 1990, o uso dos orelhões caiu drasticamente. Dados recentes do setor indicam que a grande maioria desses aparelhos não gera chamadas há meses, tornando o custo de manutenção inviável diante da onipresença dos smartphones e das redes móveis.

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Tags:

empresas de telefonia impacto dos celulares orelhões no Brasil remoção de aparelhos públicos Tecnologia de comunicação transição das telecomunicações

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