BRASIL
Pastor causa revolta ao admitir agressão contra o filho em culto
Caso envolvendo pastor da Assembleia de Deus se espalha nas redes sociais

Por Lucas Vilas Boas

Um discurso feito em uma igreja de Taubaté, no interior de São Paulo, ganhou repercussão nacional neste sábado, 24, após um vídeo circular nas redes sociais envolvendo o pastor Edson Cursino, da Assembleia de Deus Ministério de Taubaté.
Durante a pregação, o líder religioso revelou que agrediu o próprio filho, de 10 anos, como forma de punição. Nas imagens, gravadas durante o culto, Edson Cursino relatou que utilizou punições físicas como método educativo e defende que o medo faz parte da formação da criança.
Ele também afirma que usou uma vara para bater no menino e que o filho chegou a vestir várias calças para tentar amenizar a dor das agressões.
Ainda segundo o pastor, o garoto teria dito que chamaria a polícia caso voltasse a apanhar, orientação que, de acordo com o próprio religioso, teria partido de uma professora. A resposta de Edsib Cursino, relatada diante dos fiéis, foi aplicar outro castigo físico para, nas palavras dele, “ensinar pelo temor”.
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A fala rapidamente se espalhou pela internet e levantou questionamentos sobre possíveis violações à Lei Menino Bernardo (Lei nº 13.010/2014), que proíbe castigos físicos e qualquer tratamento cruel ou degradante contra crianças e adolescentes no Brasil.
Até o momento, Edson Cursino não se pronunciou oficialmente sobre o vídeo nem sobre a repercussão do caso.
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