INVESTIGAÇÃO
Dono do Master admite plano de negócio 100% baseado no FGC
Função deste fundo é garantir a segurança de correntistas e investidores caso ocorra algum problema com o banco

Por Anderson Ramos

O banqueiro Daniel Vorcaro admitiu que o plano de negócio do Banco Master era 100% baseado no FGC (Fundo Garantidor de Créditos). O dono da instituição, entretanto, defendeu de que não havia “nada de errado nisso”.
“O plano de negócio do Banco Master era 100% baseado no FGC e não havia nada de errado nisso, essa era a regra do jogo. E após a gente começar e começar a crescer, muda-se a regra do jogo”, disse, em depoimento à Polícia Federal (PF), no final de dezembro de 2025, obtido pela CNN.
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A função deste fundo é garantir a segurança de correntistas e investidores caso ocorra algum problema com o banco, assegurando a recuperação de depósitos e créditos realizados na instituição.
A regra do FGC estabelece que cada CPF recebe até R$ 250 mil por grupo financeiro, ou até R$ 1 milhão, para aqueles casos em que uma mesma pessoa teve recursos retidos em diferentes instituições financeiras que acabaram liquidadas dentro de um período de quatro anos.
O banqueiro disse que a negociação em torno da tentativa de venda do Banco Master ao BRB (Banco de Brasília) foi construída “tecnicamente dentro do Banco Central”.
Vorcaro foi preso pela PF em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando embarcaria para Dubai para fechar negócios. No mesmo dia, o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master.
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