CPI
Senado reúne 42 assinaturas e consolida investigação ao Banco Master
Pressão recai sobre Alcolumbre para início das investigações em 2026

Por Rodrigo Tardio

A oposição no Senado Federal consolidou, nesta segunda-feira, 19, um passo decisivo para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o caso do Banco Master.
O requerimento, protocolado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), alcançou a marca de 42 assinaturas, superando a maioria absoluta da Casa e aumentando a temperatura política na capital federal.
O foco da investigação é a fraude envolvendo a instituição financeira de propriedade do empresário Daniel Vorcaro, que foi liquidada pelo Banco Central.
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O movimento no Senado não é isolado: no Congresso Nacional, tramitam simultaneamente pedidos para uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) — que já possui as assinaturas necessárias desde o fim de dezembro — e uma CPI exclusiva na Câmara dos Deputados.
Articulação e pressão
A estratégia dos parlamentares agora se volta para o fim do recesso. O objetivo é garantir que o requerimento seja lido por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, já na primeira sessão conjunta do ano legislativo de 2026. A leitura em plenário é o rito burocrático indispensável para que o colegiado seja oficialmente instalado e os trabalhos de investigação comecem.
Frente ampla
Embora encabeçada pela ala conservadora e por nomes como Carlos Jordy (PL-RJ) na esfera mista, a lista de apoiadores do pedido de Girão revela uma adesão transversal.
Além de líderes da oposição como Tereza Cristina (PP-MS) e Carlos Portinho (PL-RJ), o documento recebeu o aval de figuras proeminentes da base do governo Lula, como os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM).
A presença de aliados do Planalto na lista de assinaturas sinaliza que o caso do Banco Master transcende a polarização habitual, ganhando contornos de uma crise institucional que o Congresso parece decidido a esmiuçar.
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