LEVANTAMENTO
Pesquisa revela quais são as mulheres mais satisfeitas com a vida
Levantamento entrevistou 1,5 mil brasileiras


A pesquisa Mapa da Felicidade Real do Brasil 2026 revelou que as mulheres com mais de 60 anos são as mais satisfeitas com a vida. Segundo o levantamento, 60,1% afirmam estar muito realizadas com a vida, percentual superior aos 45,9% registrados na média do levantamento.
Desse grupo, 63,3% dizem estar plenamente satisfeitas com o cotidiano, diferente dos 48,1% observados na população geral.
Em relação à vida profissional, metade das entrevistadas na terceira idade (50%) confessa alto grau de satisfação, acima da média nacional (38%).
A parcela que afirma que o trabalho é hoje um fator de infelicidade cai para 13%, enquanto na população geral esse índice é de 23,4%.
Desenvolvida pela pesquisadora Renata Rivetti em parceria com o Instituto Ideia, a pesquisa entrevistou 1,5 mil brasileiras em todo o país e realizou um cruzamento específico dos microdados para analisar os indicadores entre mulheres de 45 a 59 anos e acima de 60 anos.
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“Satisfação com a própria trajetória”
Pesquisadora da Ciência da Felicidade e autora do estudo, Renata Rivetti sugere que o bem-estar acompanha as diferentes fases da vida e está diretamente relacionado às condições em que as mulheres vivem.
“Existe uma narrativa muito forte de que envelhecer significa perder qualidade de vida. Os dados mostram que, para muitas mulheres, esse período pode representar justamente o contrário. À medida que aumenta a autonomia sobre o próprio tempo e diminuem parte das responsabilidades acumuladas ao longo da vida adulta, cresce também a satisfação com a própria trajetória”, pontuou.
Grupo de mulheres de 45 a 59 anos
No grupo de mulheres de 45 a 59 anos a satisfação ainda não é tão evidenciada. De acordo com Renata, essa faixa etária passa por responsabilidades profissionais, cuidados com filhos, mudanças hormonais e, muitas vezes, o início do cuidado com os próprios pais.
O estudo aponta que 25,6% relatam sentir preocupação com muita frequência, percentual superior à média geral da pesquisa (18,9%). Além disso, 36,9% afirmam comparar a própria vida com a de outras pessoas nas redes sociais, percentual inferior à média nacional (56,5%).
“O envelhecimento costuma trazer ganhos que raramente entram na discussão pública, como maior autoconhecimento, mais clareza sobre prioridades e menor necessidade de comparação constante. A pesquisa mostra que esses aspectos também aparecem quando observamos alguns indicadores de bem-estar”, completou a pesquisadora.


