DESAPARECIMENTO
Polícia descarta pista e buscas por irmãos chegam ao 17º dia
Crianças do Maranhão teriam sido vistas em um hotel em Água Azul do Norte (PA)

Por Rodrigo Tardio

A Polícia Civil do Pará descartou, nesta terça-feira, 20, uma denúncia que indicava o paradeiro dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4.
Desaparecidos desde o dia 4 de janeiro no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), os menores teriam sido vistos em um hotel em Água Azul do Norte (PA), município localizado a 692 km de distância do local do sumiço.
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A suspeita foi levantada por um homem que afirmou ter visto uma mulher acompanhada de duas crianças com características semelhantes às das vítimas.
Após diligências imediatas no estabelecimento indicado, as equipes policiais verificaram a situação e confirmaram que não havia qualquer ligação com o caso maranhense.
Força-tarefa
As operações de busca, que entram hoje no 17º dia, seguem sem novos avanços. Atualmente, a força-tarefa é composta por mais de 500 integrantes, incluindo agentes de segurança, militares, bombeiros de diversos estados e voluntários civis.
O esforço concentra-se em uma área de mata fechada e nas margens do Rio Mearim. De acordo com o governo do Maranhão, as equipes já realizaram varreduras em um perímetro superior a 3.200 km².
Relato
A estratégia de busca baseia-se no depoimento de Anderson Kauan, de 8 anos, primo dos irmãos. O menino estava com Ágatha e Allan no momento do desaparecimento, mas foi resgatado com vida no dia 7 de janeiro, três dias após o sumiço.
De acordo com o relato da criança, o grupo se perdeu após entrar na mata densa para colher maracujás, ignorando o aviso de um tio para que retornassem.
Eles teriam se abrigado em uma cabana abandonada, conhecida na região como “casa caída”. No terceiro dia, Anderson decidiu seguir sozinho em busca de ajuda após os primos mais novos apresentarem exaustão. Ele foi encontrado a cerca de 4 km do local inicial, apresentando sinais de fraqueza.
Linhas de investigação
A Polícia Civil do Maranhão conduz o inquérito por meio de uma comissão especial de delegados. De acordo com o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, todas as hipóteses continuam sendo apuradas.
No entanto, as linhas que apontavam para sequestro ou violência sexual perderam força nos últimos dias, após exames periciais descartarem qualquer tipo de abuso no menino sobrevivente.
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