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RACISMO

Polícia indicia amigos que imitaram macaco em roda de samba

Inquérito foi encaminhado ao Ministério Público que vai decidir se oferece denúncia

Redação
Por Redação
Pena prevista para o crime é de 3 a 5 anos de prisão
Pena prevista para o crime é de 3 a 5 anos de prisão - Foto: Reprodução | Redes Sociais

O professor Thiago Martins Maranhão, de 41 anos, e a argentina Carolina de Palma, que foram gravados imitando macacos durante uma roda de samba no Rio de Janeiro, foram indiciados pela Polícia Civil pelo crime de racismo.

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“Concluímos que houve uma discriminação racial no evento. A dança imitando macaco remete a todo um racismo que é histórico, uma comparação que é feita entre animais e pessoas negras, no sentido de desumanizá-las”, esclareceu a delegada Rita Salim, titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

Thiago estava na capital fluminense para participar de um fórum de educação musical. Em depoimento, ele disse que junto com Carolina “imitaram vários bichos, entre eles, caranguejo, pássaros, elefante e macaco, além de uma árvore”.

"Isso não é permitido nem em tom de brincadeira, porque racismo recreativo é punido pela lei, é considerado crime e não é admitido. liberdade de expressão encontra limite no direito do outro e, no caso feriou a dignidade da pessoa humana”, destacou a delegada.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). A pena prevista para o crime é de 3 a 5 anos de prisão.

A argentina também apresentou um argumento semelhante ao de Thiago. Os advogados disseram que a dança realizada por ela "não tinha sentido discriminatório, tendo sido inclusive imitado movimentos de outros animais durante a dança, tais como pássaros e caranguejos". De acordo com o professor, eles só pararam de dançar por volta das 2h [do sábado, 20 de julho], quando “perceberam que o celular de uma amiga havia sido furtado da bolsa”.

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Argentina imitar macaco indiciamento Polícia Civil racismo Rio de Janeiro roda de samba

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