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Preso em esquema da Ultrafarma recebia R$ 60 mil por mês

Artur Gomes da Silva Neto era principal operador de um esquema bilionário de fraude tributária

Redação
Por Redação
Remuneração oficial de Artur Gomes ultrapassava os R$ 60 mil em um único mês, antes dos descontos
Remuneração oficial de Artur Gomes ultrapassava os R$ 60 mil em um único mês, antes dos descontos -

Um salário astronômico. Assim vivia o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, preso nesta terça-feira, 12, na Operação Ícaro. A remuneração oficial do servidor público, era capaz de ultrapassar os R$ 60 mil em um único mês, antes dos descontos.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apontou Gomes, como o principal operador de um esquema bilionário de fraude tributária, Gomes é suspeito de receber, pelo menos, R$ 1 bilhão em propinas desde 2021 para favorecer empresas com créditos tributários irregulares.

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De acordo com dados de transparência, em junho, Gomes teve remuneração bruta de R$ 33.781,06, mais R$ 30.573,45 em pagamentos eventuais. Com o abate-teto, o qual que limita ganhos ao salário do governador, recebeu R$ 25.556,04 líquidos.

Marcelo de Almeida Gouveia, outro servidor da Fazenda paulista, também foi preso. Os dois foram afastados das funções públicas.

Esquema

O fiscal manipulava processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários às empresas. Em contrapartida, recebia pagamentos mensais de propina por meio de uma empresa registrada em nome de sua mãe. Constatou-se também que o fiscal já recebeu, até este momento, mais de R$ 1 bilhão em propina.

Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As diligências seguem em andamento.

O Metrópoles entrou em contato com a assessoria de imprensa da Rede Ultrafarma e da Fastshop e não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

Prisão de Sidney Oliveira

Sidney Oliveira, dono da rede de farmácias Ultrafarma, foi preso na manhã desta terça-feira, 12, em uma chácara, no município de Santa Isabel, na Região Metropolitana de São Paulo.

Oliveira é alvo de operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que visa um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários do Departamento de Fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda.

Além de Sidney, um executivo da rede varejista Fast Shop é alvo de mandado de prisão, assim como Artur Gomes, fiscal de tributos estadual e principal operador do esquema. A investigação identificou um grupo criminoso responsável por favorecer empresas do setor de varejo em troca de vantagens indevidas.

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Artur Gomes da Silva Neto Auditor Fiscal esquema fiscal prisão servidor público sidney oliveira Ultrafarma

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