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'QUEIMA DE ARQUIVOS'

"Sicário", mercenário de Daniel Vorcaro, morre após ser preso pela PF

Homem foi preso em meio à investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master

Gustavo Nascimento
Por
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário” - Foto: Reprodução | PM-MG

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”, morreu na Superintendência Regional de Minas Gerais após ser preso nesta quarta-feira, 4, segundo informações da Polícia Federal. O homem foi detido em meio à investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

A PF vai abrir uma investigação interna para apurar o caso. O ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), terá acesso a imagens que mostram a dinâmica da morte de Sicário.

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Ainda segundo a PF, policiais iniciaram procedimento de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que encaminhou "Sicário" para o Hospital João XXIII, mas ele não resistiu.

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Quem era Sicário?

As investigações apontam que Sicário tinha papel central na organização criminosa supostamente chefiada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Em resumo, o papel dele era executar ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.

Conversas obtidas pela Polícia Federal mostram ordens de Vorcaro para Sicário levantar dados de uma empregada, intimidar funcionários e planejar agressão ao jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Intimidação de funcionários:

Em algumas das mensagens obtidas pela PF, Sicário informa a Vorcaro que monitorava um ex-funcionário e se oferecia para usar “A Turma” para intimidar pessoas, incluindo um funcionário que teria feito uma gravação indesejada envolvendo o banqueiro.

Os dois trocaram dados pessoais dos alvos, com Vorcaro incentivando que fossem levantadas informações de outros dois funcionários, sugerindo intimidar um deles para assustar o outro. “O bom de dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar", diz um dos trechos.

Ameaças contra empregada:

Em outro trecho das conversas, Vorcaro relata ter sofrido ameaças de uma empregada, ordenando que Sicário obtenha seu endereço e demais dados. “Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda", disse Vorcaro.

Pressão e ameaças a jornalista:

Os diálogos também contém ameaças contra o jornalista Lauro Jardim, do O Globo, após reportagens consideradas negativas. Nas conversas, Vorcaro sugere monitorar o jornalista, além de "mandar dar um pau" e "Quebrar todos os dentes. Num assalto".

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crime FRAUDES investigação Morte polícia federal

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