BRASIL
Banco Master: Daniel Vorcaro volta a ser preso pela Polícia Federal
A determinação para a prisão de Vorcaro partiu do ministro André Mendonça, do STF

O empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, voltou a ser preso pela Polícia Federal (PF) em nova fase da operação Compilance Zero, nesta quarta-feira, 4.
A detenção do executivo ocorreu em São Paulo, após determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, a PF cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
De acordo com a corporação, a nova fase da operação tem como objetivo investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa. As investigações contaram com o apoio do Banco Central.
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Primeira prisão de Vorcaro
A primeira prisão de Daniel Vorcaro aconteceu no dia 18 de novembro de 2025, durante a primeira fase da Compliance Zero. À época, a ação mirou um esquema de emissão de títulos de crédito falsos por instituições que fazem parte do Sistema Financeiro Nacional.
Aquela prisão ocorreu poucas horas após o Banco Central determinar a liquidação extrajudicial do Banco Master, decisão que encerra imediatamente todas as operações da instituição e suspende negociações em curso.
CPI convida Moraes e Toffoli para depor sobre o Banco Master
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, foram convidados a comparecer na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado. O requerimento foi aprovado durante sessão do colegiado nesta quarta-feira, 25.
Além dos magistrados, a esposa de Moraes, Viviane Barci, também foi convidada a comparecer. O banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e o ex-sócio dele, o empresário baiano Augusto Lima, foram convocados, uma vez que a instituição financeira também é alvo da CPI.
No entanto, Moraes e Toffoli podem optar por não comparecer ao colegiado, já que a decisão em atender ao convite cabe a cada um dos citados. Por outro lado, Vocaro e Lima são obrigados a se apresentar à CPI diante da obrigatoriedade da convocação.
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