BANCO MASTER
Toffoli libera perícias e admite negócios com sócio de Vorcaro
Ministro Dias Toffoli ordena acesso a dados da PF no Caso Master e esclarece venda de resort a cunhado de Daniel Vorcaro

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou nesta quinta-feira (12) que a Polícia Federal encaminhe a íntegra das perícias realizadas nos celulares e mídias apreendidas na investigação do Banco Master.
A decisão abrange os aparelhos do banqueiro Daniel Vorcaro e visa garantir às defesas dos investigados o acesso total aos dados telemáticos e telefônicos colhidos pela PF.
A determinação ocorre em um momento de forte pressão sobre o ministro, que também nesta quinta-feira admitiu publicamente ser sócio de uma empresa familiar, a Maridt, que realizou negócios com Fabiano Zetel, cunhado de Vorcaro.
Toffoli esclareceu que sua empresa vendeu participações no resort Tayayá (PR) a fundos ligados a Zetel, mas ressaltou que as transações ocorreram dentro dos valores de mercado e foram declaradas à Receita Federal.
Defesa da Relatoria e Lei Orgânica
Toffoli rebateu as críticas sobre um possível conflito de interesses para seguir como relator do caso Master no STF. O ministro utilizou dois argumentos principais para sustentar sua permanência:
- Temporalidade: A empresa Maridt deixou de integrar o grupo Tayayá em fevereiro de 2025, meses antes de o caso Master ser distribuído ao seu gabinete, em novembro do mesmo ano.
- Legalidade (Loman): O magistrado destacou que a Lei Orgânica da Magistratura permite que juízes sejam cotistas ou acionistas de empresas, desde que não exerçam cargos de gestão ou administração.
O ministro foi enfático ao declarar que jamais teve relação de amizade íntima com Daniel Vorcaro e que não recebeu valores diretamente do banqueiro ou de seu cunhado. Segundo a nota oficial, Toffoli desconhecia até então quem eram os gestores dos fundos que adquiriram as cotas de sua empresa familiar.
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Entenda a conexão societária citada
A transparência sobre esses ativos busca cessar as especulações de suspeição levantadas pela oposição, enquanto a liberação dos laudos da PF atende a um rito processual cobrado pelos advogados de defesa para assegurar a ampla defesa no inquérito que apura supostas fraudes financeiras e corrupção envolvendo o Banco Master e o BRB.
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