BRASIL
Trens chineses de alta velocidade chegam ao Brasil para ligar cidades
Projeto prevê mais conforto, integração regional e impacto positivo nas cidades

A conexão ferroviária entre São Paulo e Campinas deve entrar em uma nova fase com a chegada ao Brasil dos trens chineses fabricados pela CRRC. Sob gestão da C2 Mobilidade, os novos veículos foram desembarcados no Porto de Santos e fazem parte de um projeto que pretende encurtar drasticamente o tempo de deslocamento entre as duas cidades, estimado em 64 minutos, um contraste significativo com as longas viagens enfrentadas hoje nas rodovias.
A expectativa é que a frota passe a operar de forma plena até 2031, introduzindo um padrão mais moderno ao transporte público intermunicipal e reposicionando o trem como alternativa competitiva ao transporte rodoviário.
Tecnologia e conforto no centro do projeto
Os trens trazem um pacote tecnológico voltado tanto ao desempenho quanto ao bem-estar dos passageiros. Com velocidade operacional de até 140 km/h, o foco não está apenas na agilidade, mas também na experiência a bordo. Entre os diferenciais estão sistemas de isolamento acústico, climatização inteligente e suspensão pneumática, recursos que reduzem vibrações, ruídos e variações térmicas durante o percurso.
Essas características representam uma ruptura em relação aos modelos mais antigos, tradicionalmente associados a desconforto e superlotação, e buscam elevar o padrão do serviço oferecido diariamente aos usuários.
Impactos além dos trilhos
O alcance do projeto vai além da melhoria no transporte entre São Paulo e Campinas. A maior integração regional tende a impulsionar cidades intermediárias como Jundiaí, Louveira e Valinhos, que podem se consolidar como novos centros residenciais e comerciais.
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Com deslocamentos mais rápidos e previsíveis, a expectativa é de valorização imobiliária e ampliação das oportunidades econômicas nesses municípios, fortalecendo a dinâmica regional e redistribuindo fluxos de trabalho e moradia.
Implantação gradual e reestruturação do sistema
A operação do serviço expresso não será imediata. O planejamento prevê, inicialmente, a modernização do serviço parador, conhecido como TIM. Já a implantação do Trem Intercidades (TIC), com via expressa segregada, depende de intervenções estruturais mais complexas e será realizada de forma progressiva.
Essa estratégia busca enfrentar problemas históricos do sistema atual da CPTM, como superlotação e falhas operacionais, priorizando maior confiabilidade e capacidade ao longo da transição.
Mobilidade e sustentabilidade no horizonte
O projeto ferroviário se soma a um conjunto mais amplo de mudanças planejadas para a mobilidade urbana paulista até 2026. Entre as prioridades do governo estadual estão investimentos em modernização, adoção de tecnologias mais eficientes e ampliação de iniciativas sustentáveis, como a eletrificação da frota de ônibus.
Essas ações têm como objetivo reduzir impactos ambientais, aumentar a eficiência do transporte público e preparar a infraestrutura urbana para as demandas futuras de deslocamento na região metropolitana.
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