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ESPÉCIE RARA

Tuco-tuco reaparece no litoral e acende alerta sobre preservação ambiente

Roedor é espécie rara que passa a maior parte do tempo escondida em galerias subterrâneas

Leilane Teixeira

Por Leilane Teixeira

09/01/2026 - 23:00 h
Imagem ilustrativa da imagem Tuco-tuco reaparece no litoral e acende alerta sobre preservação ambiente
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Um pequeno roedor ameaçado de extinção voltou a chamar a atenção de moradores e visitantes do litoral do Rio Grande do Sul após ser avistado entre as dunas da praia de Santa Terezinha, em Imbé.

Trata-se do tuco-tuco-das-dunas (Ctenomys flamarioni), espécie rara que passa a maior parte do tempo escondida em galerias subterrâneas e dificilmente é vista fora de seus túneis. O registro foi feito no dia 29 de dezembro pelo historiador Rodrigo Trespach, que flagrou o animal enquanto ele escavava uma de suas tocas na areia.

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Tuco-Tuco

Endêmico do Rio Grande do Sul, o tuco-tuco-das-dunas vive exclusivamente em uma estreita faixa do litoral, que se estende da Barra do Chuí, no extremo sul, até Arroio Teixeira, no litoral norte do estado. A espécie consta como ameaçada de extinção na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Apesar da aparência que lembra marmotas encontradas no hemisfério Norte, o animal é parente próximo de roedores típicos da América do Sul, como capivaras, ratões-do-banhado e preás. Sua alimentação é baseada principalmente em gramíneas e raízes, desempenhando papel fundamental no equilíbrio ambiental das dunas.

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A redução dos registros da espécie está diretamente associada à crescente pressão humana sobre o litoral. A urbanização desordenada, a ocupação irregular das praias e o pisoteio constante da areia comprometem o habitat do animal, que vive de forma solitária em sistemas de túneis subterrâneos.

Projeto Tuco-Tuco

Há mais de três décadas, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desenvolve o Projeto Tuco-Tuco, voltado ao estudo e à conservação da espécie. A iniciativa atua no monitoramento científico da população e em ações de educação ambiental, especialmente durante o verão, quando há maior circulação de pessoas nas áreas de dunas.

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Tags:

Biodiversidade dunas espécie ameaçada fauna brasileira Imbé litoral gaúcho meio ambiente preservação ambiental rio grande do sul UFRGS

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