“Violentada no momento mais sublime”, diz prefeita de Cachoeira

Eliana Gonzaga comentou sobre episódio ocorrido no Rio, em que anestesista estuprou grávida

Publicado terça-feira, 12 de julho de 2022 às 12:08 h | Atualizado em 12/07/2022, 12:08 | Autor: Da Redação
“É inadmissível que em plano século XXI as mulheres ainda sofram com uma situação tão dolorosa como esta", disse a prefeita de Cachoeira, Eliana Gonzaga (Republicanos)
“É inadmissível que em plano século XXI as mulheres ainda sofram com uma situação tão dolorosa como esta", disse a prefeita de Cachoeira, Eliana Gonzaga (Republicanos) -

A prefeita de Cachoeira, Eliana Gonzaga (Republicanos), declarou seu repúdio contra o médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, de 32 anos, que abusou de uma paciente enquanto ela estava dopada e fazia uma cesariana, no domingo, 10. O episódio aconteceu, no Hospital da Mulher Heloneida Studart em Vilar dos Teles, São João de Meriti, município na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. 

“É inadmissível que em plano século XXI as mulheres ainda sofram com uma situação tão dolorosa como esta. A mulher ser violentada no seu momento mais sublime é repugnante, uma monstruosidade. Exigimos uma punição rigorosa para este caso”, disse.

O anestesista foi preso em flagrante na madrugada desta segunda-feira, 11, e indiciado por estupro de vulnerável, cuja pena varia de 8 a 15 anos de reclusão.

Nesta terça-feira, 12, será realizada a audiência de custódia, das 13h às 18h, segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Na sessão, a Justiça vai decidir se mantém o médico preso, convertendo, por exemplo, o flagrante em prisão preventiva.

O flagrante foi possível porque a equipe de enfermagem gravou o parto que levou à prisão de Giovanni, após desconfiar que o anestesista agiu de forma estranha em dois partos anteriores.

Entre as posturas que causaram estranhamento, estavam sedação além do normal para as pacientes, pedido para retirar o marido da sala, flagrante ereção e cabana improvisada para esconder a visão sobre parte da paciente.

Um relato da mãe de uma paciente apontou para suspeitas sobre a conduta do médico e a polícia investiga se outras duas mulheres foram abusadas no mesmo dia do flagrante. A Defesa de Giovanni abandonou o caso.

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