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SEGURANÇA

Bebidas adulteradas com metanol são foco de treinamento para Carnaval

Inúmeros casos de intoxicação foram registrados por todo o país nos últimos meses

Luiza Nascimento

Por Luiza Nascimento

09/02/2026 - 13:30 h

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Imagem ilustrativa da imagem Bebidas adulteradas com metanol são foco de treinamento para Carnaval
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Os recentes casos envolvendo adulterações de bebidas destiladas com metanol, que chegaram a causar vítimas na Bahia, são alvo de um treinamento técnico para o Carnaval 2026.

As capacitações envolvem agentes estaduais das áreas de defesa do consumidor, saúde e segurança pública, além de fornecedores de bebidas, com foco na identificação de irregularidades, no correto armazenamento, na aquisição com origem comprovada e no descarte seguro das embalagens de vidro.

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A estratégia apresentada articula proteção à saúde, defesa do consumidor e organização do trabalho durante o Carnaval, com atenção especial à cadeia que envolve produção, comercialização e descarte.

A ação foi apresentada nesta segunda-feira, 9, durante coletiva realizada na sede da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor da Bahia (Procon-BA), integrando uma iniciativa do Governo do Estado, em parceria com a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) e cooperativas de catadores.

Ações preventivas

Um dos objetivos da estratégia é conscientizar os comerciantes sobre os perigos de comprar bebidas sem nota fiscal e colocar à disposição do consumidor.

"Tivemos muitos casos recentes de intoxicação por metanol no país, e esse tipo de prática coloca a população em risco”, ressaltou a presidente executiva da Abrabe, Cristiane Foja.

Além disso, o destino das embalagens após o consumo aparece como um ponto central da política de prevenção, ao impedir que garrafas retornem à cadeia ilegal de bebidas.

Segundo o coordenador executivo do Centro de Arte e Meio Ambiente (Camapet), Joilson Santana, os profissionais recebem kits com equipamentos de proteção individual, como óculos, luvas e canetas específicas para a marcação do vidro das embalagens, além de orientações técnicas para a descaracterização do vidro.

“A ideia é garantir a segurança desses profissionais durante o processo de recolhimento e descaracterização das embalagens, especialmente no Carnaval, evitando que o material chegue a locais indevidos e contribuindo para a proteção da saúde e do meio ambiente”, explicou.

A organização do descarte também é tratada como ferramenta de inclusão social e geração de renda. Ao assegurar que o recolhimento seja feito por cooperativas contratadas, a ação fortalece o trabalho decente e amplia o controle sobre a logística reversa do vidro, reduzindo riscos de reaproveitamento fraudulento e impactos ambientais.

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Denúncias e papel da população

A participação do consumidor é fundamental para a preveção e a população deve estar atenta aos sinais de irregularidade. Diante das suspeitas, é preciso acionar os órgãos competentes.

“Se houver dúvida sobre a qualidade da bebida, se o rótulo estiver diferente, se a coloração não for como a habitual ou se o preço estiver muito abaixo do valor de mercado, é fundamental procurar os órgãos de defesa do consumidor e as forças de segurança”, afirmou Felipe Freitas, titular da itular da SJDH.

Além disso, foi lançada uma recomendação técnica em formato de guia, com diretrizes para a gestão de resíduos e a logística reversa das embalagens de vidro. O documento orienta comerciantes, fornecedores e organizadores de eventos sobre práticas seguras de descarte e reforça a inclusão socioeconômica de catadores e catadoras, consolidando o esforço do Estado para reduzir riscos à saúde, combater o comércio ilegal e organizar o Carnaval com mais segurança.

Casos de metanol na Bahia

Os casos de mortes por intoxicação por metanol foram uma das preocupações da saúde pública em 2025. Na Bahia, algumas vítimas foram intoxicadas, duas delas, fatais.

Fridman Gustavo Amorim Brito, de 22 anos, morreu no Hospital Regional de Juazeiro, no extremo norte da Bahia, no dia 10 de dezembro de 2025. Ele ingeriu a bebida em novembro, em Petrolina, município de Pernambuco.

O único caso de morte causada pelo consumo dentro do estado baiano foi o de Vinícius Oliveira Vieira, de 31 anos, no dia 2 de janeiro de 2026. Morador de Ribeira do Pombal, ele comprou a bebida em um depósito que foi interditado dias depois, com novos casos de intoxicações confirmadas.

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Tags:

Carnaval 2026 defesa do consumidor descarte seguro intoxicação por bebidas metanol saúde pública

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