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Carnaval familiar: Santo Antônio Além do Carmo vira refúgio na folia

Último dia da folia, nesta sexta-feira, 13, reforça tradição, paz e acolhimento no bairro

Beatriz Santos

Por Beatriz Santos

14/02/2026 - 9:11 h

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Último dia de Carnaval Santo Antônio Além do Carmo
Último dia de Carnaval Santo Antônio Além do Carmo -

Nesta sexta-feira, 13 de fevereiro, último dia do Carnaval no Santo Antônio Além do Carmo, no Centro Histórico de Salvador, o bairro reafirma sua vocação para uma folia sem cordas, sem abadás e sem grandes estruturas, marcada pela proximidade entre moradores, músicos e famílias.

Com programação iniciada no último dia 5 e encerrada hoje, a festa reuniu 15 blocos tradicionais e consolidou o local como alternativa tranquila aos grandes circuitos da capital baiana.

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Conhecido por preservar um modelo de Carnaval pautado pelo respeito à vizinhança e pela organização histórica dos desfiles, o bairro manteve, mais uma vez, o compromisso firmado entre a Associação de Blocos do Santo Antônio (Absanto), o Ministério Público e a Prefeitura de Salvador: não surgem novos blocos de forma aleatória, nem há espaço para agremiações “estrangeiras” ao território. Cada desfile tem local, percurso e horário previamente definidos, garantindo previsibilidade e segurança.

Nesta sexta-feira, os destaques ficam por conta do Bloco Rivo-Trio, com saída às 19h do Largo do Quitandinha e encerramento às 23h no Largo de Santo Antônio Além do Carmo, passando pela Rua dos Adôbes, Rua dos Marchantes, Cruz do Pascoal e Rua Direita do Santo Antônio; e do Bloco Rodante, que também inicia às 19h, na Praça dos 15 Mistérios, e percorre as ruas do entorno até retornar ao ponto de origem.

Imagem ilustrativa da imagem Carnaval familiar: Santo Antônio Além do Carmo vira refúgio na folia
| Foto: Denisse Salazar / AG. A TARDE

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“Resgatando os carnavais antigos”

Em entrevista exclusiva ao Portal A TARDE, o organizador do Rivo-Trio, Luciano Almeida, destacou a essência da proposta do bloco.

“A proposta é fazer a diferença, trabalhar com a galera de outro sistema, sair do circuito comum para fazer uma coisa que não é alternativa, só resgatando os carnavais antigos que já existiam no aqui em Santo Antônio”, disse.

Para ele, o diferencial do desfile no bairro está na simplicidade. “Aqui eu posso ir a pé, sem precisar de um carro grande, com tranquilidade, trabalhando só com as pessoas mesmo e sem a necessidade de ter um veículo automotor, muito mais tranquilo”.

Luciano também comentou sobre o crescimento do público ao longo dos anos. “No início como todo bloco começa com amigos, hoje tem uns amigos dos amigos, os amigos daqueles amigos, e vai crescendo de acordo com as pessoas vão abraçando as ideias”.

Ao definir a essência do Carnaval no Santo Antônio, ele é direto: “Paz, muita paz, aqui não tem nada de violência, zero, isso é ótimo”.

E reforça o caráter familiar da festa: “É ótimo para a família vir aqui, vem muitas pessoas diferentes para o Carnaval de Santo Antônio”. Ele ainda explica o nome do bloco: “Aqui o meu bloco é Rivo Trio, deve ter algum motivo, né? É um trocadilho, porque as pessoas saem daqui e se sentem bem nesse bloco, é um bloco acolhedor, e os outros blocos de Santo Antônio também são acolhedores, para a diversidade em modo geral”.

“Uma vibe diferente, mais família”

Entre os foliões que escolheram o bairro para fechar o Carnaval está Simone Reis Barbosa, que veio acompanhada da família. Para ela, a decisão passa por uma mudança de fase de vida. “A idade já chegou. A gente já viveu uma época de carnaval de rua, de trio e agora já não temos mais aquele mesmo pique”.

Ela também destaca a questão da segurança. “Também tem a questão da família, tem a questão da segurança, aqui parece ter mais segurança, é bem mais tranquilo. Lá no trio a gente sabe que não dá para brincar com as crianças”.

“A segurança nos grandes trios não é a mesma que a gente espera que tenha aqui para conseguir trazer as crianças e curtir em família”, completa.

Simone e família (com o esposo e filho)
Simone e família (com o esposo e filho) | Foto: Denisse Salazar / AG. A TARDE

Mesmo sendo a primeira vez no bairro, Simone afirma que a escolha deve se repetir. “ É a primeira vez que a gente participa aqui do Santo Antônio, mas a gente sempre soube que tinha e sempre ouvimos falar”. E completa: “Mas como antes a gente era fã do Carnaval, do trio, da galera, a gente nunca teve ideia de vir. E esse ano a gente decidiu inovar e eu acho que a partir de agora vamos continuar por aqui mesmo que é mais tranquilo”.

O que mais encanta, segundo ela, é o clima organizado e menos tumultuado. “Eu acho que é questão mesmo assim, em relação à segurança, em relação ao empurra-empurra, aquela muvuca, muita gente”.

Simone resume o sentimento de quem busca equilíbrio entre folia e conforto. “A gente chega numa fase da vida realmente que a gente quer um pouquinho de mais tranquilidade, mas também não precisa ser tanto, né? Então por isso que a gente continua vindo, mas já com uma vibe diferente, uma coisa mais família, uma coisa mais tranquila, onde tem um banquinho pra sentar”.

Para Tatiane Souza, que acompanha o filho Nairobi, autista, o Santo Antônio Além do Carmo representa acolhimento e respeito. “É um carnaval muito tranquilo. Eu consigo vir com meu filho, que inclusive é autista, de uma forma segura, é muito acolhedora”.

Ela relata como o ambiente favorece a inclusão. “As pessoas vêem a identificação dele, acolhem e brincam com meu filho. A gente consegue vir eu, mãe e filho, pacificamente, curtir, se divertir e em paz e tranquilidade”.

Frequentadora de outros anos, Tatiane percebeu mudanças positivas nesta edição. “Já frequentei em outros anos. Esse ano eu senti que estava bem mais tranquilo e mais acolhedor. Ontem a gente esteve no desfile das Baianas e hoje estamos aqui no Rivo-Trio, estou muito feliz e a festa está muito tranquila. O Carnaval está lindo”.

A emoção aparece quando ela fala sobre a conexão cultural do bairro. “Eu tô ficando muito emocionada, porque a gente vê os afoxés, vemos toda essa cultura e a gente se sente de uma forma muito ancestralizada”.

“A gente se sente mais acolhido nesse universo do movimento negro. Eu me sinto mais à vontade, disposta e novas experiências”, completou.

Para ela, o saldo do Carnaval é positivo. “Todos os lugares que eu já fui com meu filho no Carnaval desse ano, eu fico encantada, porque está muito lindo, tá muito gostoso e eu sinto que as pessoas estão mais animadas neste ano”.

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