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COROA ANCESTRAL

Estudante de jornalismo é coroada Deusa do Ébano do Ilê Aiyê

Carol Xavier venceu a Noite da Beleza Negra 2026

Bianca Carneiro

Por Bianca Carneiro

18/01/2026 - 7:11 h
Entre turbantes, dança e ancestralidade, Carol Xavier conquista a coroa do Ilê Aiyê
Entre turbantes, dança e ancestralidade, Carol Xavier conquista a coroa do Ilê Aiyê -

A Senzala do Barro Preto, no Curuzu, foi palco, neste sábado, 17, de uma das cerimônias mais emblemáticas do calendário cultural afro-brasileiro. A 45ª edição da Noite da Beleza Negra do Ilê Aiyê consagrou Caroline Xavier de Almeida, conhecida como Carol Xavier, como a nova Deusa do Ébano 2026, título que simboliza força, identidade e resistência no Carnaval de Salvador.

A celebração dialogou diretamente com o tema do Carnaval do Ilê Aiyê em 2026, “Turbantes e Cocares: a história de resistência do povo afro e indígena de Maricá”, e transformou o espaço em um território de memória, ancestralidade e afirmação política. Quinze mulheres negras ocuparam o palco, levando dança, performance e expressividade para além de um concurso de beleza, em uma noite marcada pela exaltação da estética negra como instrumento coletivo de luta e pertencimento.

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A vencedora tem 27 anos, é estudante de Jornalismo, professora de dança afro para crianças e atual rainha do Malê Debalê. Moradora de Sussuarana, Carol participou da disputa pela terceira vez e emocionou o público ao compartilhar que seu sonho de se tornar Deusa do Ébano nasce do desejo de inspirar sua comunidade e fortalecer a autoestima das novas gerações.

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Imagem ilustrativa da imagem Estudante de jornalismo é coroada Deusa do Ébano do Ilê Aiyê
| Foto: Denisse Salazar | Ag. A TARDE

“Quero reforçar a importância da elevação da autoestima, principalmente para as crianças negras, e mostrar para a minha filha que podemos alcançar lugares mais altos do que imaginamos”, afirmou em seu discurso.

O segundo lugar ficou com Sarah Moraes dos Santos, de 28 anos, auxiliar administrativa, também moradora de Sussuarana. Em sua segunda participação, ela destacou o Ilê Aiyê como um espaço de pertencimento e reconexão com a ancestralidade negra, ressaltando a importância do bloco como guardião de memória e identidade.

Já a terceira colocação foi conquistada por Stephanie Ingrid Silva Sousa de Deus, de 24 anos, dançarina, coreógrafa e arte-educadora, moradora do Nordeste de Amaralina. Em sua terceira passagem pelo concurso, Stephanie reforçou que o título de Deusa do Ébano transcende padrões estéticos e representa consciência, trajetória e compromisso com a cultura negra.

A cerimônia teve roteiro e direção artística de Ridson Reis, e a nova Deusa do Ébano recebeu a coroa das mãos de Lorena Bispo, rainha do título em 2025, em um momento simbólico de continuidade e celebração da realeza negra.

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Tags:

Beleza Negra Carnaval de Salvador empoderamento negro Ilê Aiyê

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