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Quer fugir da muvuca no Carnaval? Veja os circuitos alternativos de Salvador

Folia fora do óbvio cresce nos bairros e no Centro Histórico

Iarla Queiroz

Por Iarla Queiroz

12/01/2026 - 15:15 h
Do Pelourinho à periferia, circuitos alternativos oferecem Carnaval mais acessível
Do Pelourinho à periferia, circuitos alternativos oferecem Carnaval mais acessível -

Nem só de Barra-Ondina e Campo Grande vive o Carnaval de Salvador. Para quem quer curtir a festa longe da superlotação, com mais espaço, diversidade cultural e até opções para ir com crianças, os circuitos alternativos e a folia nos bairros têm se consolidado como um caminho cada vez mais atrativo.

Espalhada por diferentes regiões da cidade, essa programação descentralizada valoriza manifestações culturais locais, artistas da própria comunidade e cria uma relação mais próxima entre o folião e o território. A seguir, um guia para quem quer fugir da muvuca e descobrir outros carnavais dentro de Salvador.

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Bloco Muquiranas com Psirico
Bloco Muquiranas com Psirico | Foto: Olga Leiria /Ag. A TARDE

Circuito Mestre Bimba: Carnaval de bairro que virou referência

Localizado no Nordeste de Amaralina, o Circuito Mestre Bimba é um dos principais símbolos do Carnaval fora do eixo tradicional. Batizado em homenagem ao criador da Capoeira Regional, o percurso nasceu como uma festa comunitária e, ao longo dos anos, ganhou status de circuito oficial.

Com forte presença de blocos afros, afoxés, iniciativas comunitárias e projetos culturais, o circuito mantém um clima mais próximo, onde moradores curtem a folia sem precisar atravessar a cidade. Além disso, abre espaço para artistas locais e manifestações que dificilmente encontram lugar nos grandes circuitos.

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Por ter desfiles diurnos, blocos infantis e menos trios de grande porte, é também uma opção para famílias com criançasque querem viver o Carnaval de forma mais leve.

Arrastão de  Carlinhos Brown
Arrastão de Carlinhos Brown | Foto: Clara Pessoa/ Ag A TARDE

Circuito Batatinha: tradição e calma no coração do Pelourinho

No Centro Histórico, o Circuito Batatinha — que vai do Terreiro de Jesus à Rua Chile — é conhecido por oferecer um Carnaval mais tranquilo e profundamente ligado à tradição baiana.

Sem a presença massiva de trios elétricos, o circuito aposta em fanfarra, samba, afoxés, marchinhas e pequenos grupos musicais, criando um ambiente mais acessível para todas as idades. É comum ver famílias, turistas e moradores dividindo o mesmo espaço, em um ritmo bem diferente da agitação da orla.

A região também dialoga com o chamado Contrafluxo, que liga a Praça Tomé de Souza à Praça Castro Alves, ampliando as opções para quem prefere caminhar, assistir a apresentações em palcos e aproveitar o Carnaval com mais liberdade.

Circuito Batatinha
Circuito Batatinha | Foto: Denisse Salazar/Ag. ATARDE

Carnaval nos bairros: festa perto de casa e identidade local

Além dos circuitos oficiais alternativos, o Carnaval se espalha por diversos bairros de Salvador, transformando praças e ruas em pontos de encontro da comunidade. É a chamada folia de bairro, que cresce a cada ano como alternativa para quem quer curtir sem enfrentar longos deslocamentos.

Entre os bairros que costumam receber programação própria estão:

  • Cajazeiras, um dos maiores bairros da América Latina, com circuitos estruturados e forte participação popular
  • Boca do Rio, na orla, que vem ganhando espaço no calendário carnavalesco
  • Liberdade e Curuzu, territórios marcados pela cultura afro e pela força dos blocos tradicionais
  • Periperi, Plataforma e Paripe, no subúrbio ferroviário, com festas que movimentam a região
  • Itapuã, Pau da Lima e Piatã, que recebem palcos e atrações voltadas para diferentes públicos

Nesses espaços, a estrutura costuma priorizar palcos fixos, apresentações locais e uma dinâmica mais organizada, o que agrada quem busca conforto e previsibilidade — especialmente quem vai com crianças ou idosos.

circuitos alternativos oferecem Carnaval mais acessível
circuitos alternativos oferecem Carnaval mais acessível | Foto: Uendel Galter/Ag. A TARDE

Um Carnaval mais democrático e acessível

Mais do que uma alternativa à superlotação, os circuitos e bairros fora do eixo tradicional representam um Carnaval mais democrático, que gera renda local, fortalece identidades culturais e amplia o acesso à festa.

Para quem quer viver Salvador além dos cartões-postais da folia, esses espaços mostram que é possível aproveitar o Carnaval com diversidade, segurança e pertencimento — tudo isso sem abrir mão da alegria que faz da cidade um dos maiores palcos do mundo.

Folia fora do óbvio cresce nos bairros e no Centro Histórico
Folia fora do óbvio cresce nos bairros e no Centro Histórico | Foto: Olga Leiria /Ag. A TARDE

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