CONFIRA
A morte mais chocante do final de Stranger Things muda tudo que vimos
Último episódio de Stranger Things entrega sacrifício, mistério e teorias

Por Bianca Carneiro

O último episódio de Stranger Things entregou o que a série sempre prometeu desde o início: tensão máxima, escolhas irreversíveis e um encerramento emocionalmente devastador. No centro desse turbilhão está Eleven, que encara o maior dilema de sua trajetória desde o laboratório de Hawkins.
Atenção: o texto a seguir contém spoilers do final da série
Diante da chance de interromper definitivamente os experimentos e impedir que novas crianças fossem usadas como armas, Eleven faz uma escolha radical. Ela permanece no Mundo Invertido no instante da grande explosão, selando o colapso da dimensão paralela. Para muitos fãs, ali está o adeus definitivo da personagem, um sacrifício que transforma Eleven na figura que salvou Hawkins ao custo da própria vida.
Mas Stranger Things nunca foi uma série de respostas fáceis. E o desfecho, longe de ser fechado, deixou pistas suficientes para alimentar teorias e reacender a esperança de quem se recusa a aceitar a morte de El como absoluta.
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A teoria de Mike: nada foi exatamente como vimos
Enquanto o grupo tenta lidar com o luto, Mike Wheeler levanta uma hipótese que muda completamente a leitura do final. Ele percebe que Eleven não reage aos dispositivos instalados para conter seus poderes — um detalhe estranho demais para passar despercebido. Para Mike, isso pode indicar que a versão de Eleven vista na explosão não era real.
A teoria se fortalece com a possível interferência de Kali, a Oito. Dotada da habilidade de criar ilusões mentais, ela poderia ter ajudado Eleven a simular sua permanência no Mundo Invertido. Nesse cenário, a explosão funcionaria como distração perfeita para uma fuga silenciosa, enquanto todos acreditavam estar presenciando um sacrifício final.
A cena da montanha: pista ou despedida simbólica?
Outro ponto que dividiu fãs e críticos é a cena final que mostra Eleven caminhando em direção a uma montanha, observando uma cidade tranquila e cachoeiras ao fundo. O cenário, calmo e luminoso, contrasta radicalmente com o caos de Hawkins e a escuridão do Mundo Invertido.
A sequência abriu espaço para múltiplas interpretações:
- Refúgio real: Eleven teria sobrevivido e encontrado um lugar onde pode, finalmente, viver longe de perseguições e experimentos.
- Projeção emocional: A imagem pode representar o desejo de Mike, e do grupo, de acreditar que ela está em paz.
- Símbolo espiritual: Uma metáfora de que sua consciência segue viva, mesmo após a perda do corpo físico.
Um fim agridoce para uma geração
Os irmãos Duffer sempre deixaram claro que o final de Stranger Things não seria feliz nem trágico em excesso, mas humano. A jornada de Eleven, interpretada por Millie Bobby Brown, atravessou temas como abuso, identidade, pertencimento e escolha. Ao lado dela, personagens como Mike e Hopper ganharam profundidade suficiente para sustentar um encerramento que ecoa além da fantasia.
Mesmo com a possibilidade de expansões do universo da série, a história dessa “família improvisada” encontra aqui seu ponto final. Seja vista como heroína sacrificada ou sobrevivente oculta, Eleven encerra o ciclo de dor iniciado no laboratório de Hawkins, deixando para os fãs a liberdade de escolher a versão que mais conforta o coração.
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