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Esse filme de suspense da Netflix está no TOP 10 e é ideal para terça

Novo lançamento já é sucesso de público na plataforma

Beatriz Santos
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Filme da Netflix conquistou espaço entre os mais assistidos
Filme da Netflix conquistou espaço entre os mais assistidos -

O filme Confiança acaba de chegar ao catálogo da Netflix e já ocupa a segunda posição no TOP 10 da plataforma. Apesar do sucesso imediato com o público, o longa dirigido por Carlson Young enfrenta forte rejeição da crítica, acumulando apenas 21% de aprovação no Rotten Tomatoes.

O desempenho inicial chama atenção: em poucos dias no streaming, o longa conquistou espaço entre os mais assistidos, impulsionado pelo apelo do suspense e pelo nome de Sophie Turner no elenco.

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Ainda assim, o contraste entre audiência e recepção especializada é evidente. Enquanto o público impulsiona o filme ao topo, a crítica aponta fragilidades estruturais e problemas na condução da narrativa.

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Refúgio que se transforma em ameaça

Na trama, Turner interpreta Lauren, uma atriz famosa que vê sua vida desmoronar após vazamentos íntimos. Em meio ao escândalo, ela decide se isolar em uma casa afastada, tentando recuperar o controle da própria imagem.

O que deveria ser um momento de proteção rapidamente se torna um ambiente hostil. A segurança do local, ironicamente, se mostra vulnerável, e o espaço passa a ser invadido por ameaças externas.

O suspense se constrói a partir dessa quebra de expectativa: o lugar seguro deixa de ser abrigo e passa a representar perigo constante.

Apesar da premissa promissora, o desenvolvimento encontra dificuldades. A invasão que move a história carece de sofisticação, com antagonistas que não conseguem sustentar o nível de ameaça esperado para o gênero.

A narrativa opta por priorizar a espera em vez da ação. Lauren evita confrontos diretos — decisão coerente com sua condição —, mas que também reduz o dinamismo da trama. Em vários momentos, o ritmo desacelera e compromete o envolvimento.

Há ainda decisões que parecem forçadas, como escolhas da protagonista que soam pouco naturais. Em vez de criar tensão orgânica, o roteiro recorre a situações que exigem que o público aceite certas inconsistências para que a história avance.

Entre maternidade e sobrevivência

O filme tenta estabelecer uma camada emocional ao conectar a jornada de sobrevivência com a gravidez da protagonista. Lauren conversa com o bebê e reforça constantemente o desejo de protegê-lo.

A ideia tem potencial, mas não se desenvolve plenamente. O conflito interno permanece superficial, sem aprofundamento suficiente para impactar de fato a narrativa.

Paralelamente, personagens secundários surgem e desaparecem sem grande relevância, contribuindo pouco para o avanço da história e reforçando uma sensação de dispersão.

Mesmo diante dessas limitações, Sophie Turner entrega uma atuação consistente. A atriz consegue transmitir desespero, controle e vulnerabilidade, mesmo quando o texto não oferece suporte suficiente.

Seu desempenho funciona como ponto de estabilidade em meio a uma narrativa que oscila entre diferentes propostas sem consolidar nenhuma.

Um filme dividido entre ideias

Ao tentar equilibrar suspense, drama psicológico e comentário sobre exposição digital, o longa acaba diluindo seu próprio impacto. Nenhuma dessas camadas é explorada com profundidade suficiente para se destacar.

Ainda assim, o interesse do público mostra que há espaço para esse tipo de história no streaming. Para quem busca um suspense direto, a experiência pode funcionar.

Mas fica a sensação de que havia algo mais potente ali, um filme que poderia ter ido além, mas que se perde entre escolhas apressadas e caminhos pouco desenvolvidos.

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