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Esse filme de terror da HBO Max tem um final impossível de adivinhar

Misturando slasher, horror sobrenatural e reviravoltas ousadas, filme mantém o público preso até o último segundo

Beatriz Santos
Por
Filme de terror da HBO Max causa estranhamento e curiosidade
Filme de terror da HBO Max causa estranhamento e curiosidade - Foto: Divulgação

Maligno, dirigido por James Wan, é aquele tipo de terror que desorienta, provoca e prende a atenção do início ao fim. O espectador começa acreditando estar diante de uma narrativa clássica, mas o filme subverte cada expectativa com uma liberdade estilística rara no gênero.

James Wan chegou a dizer que a produção é feita para "os fãs do horror mais puro que têm me apoiado", e que talvez ele não tivesse outra chance de realizar um filme tão “maluco e inconsequente”. A promessa é cumprida, e multiplicada, no desenrolar da trama.

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A história acompanha Madison Mitchell (Annabelle Wallis), que vive sob o peso de sonhos aterrorizantes. Ela vê, como se estivesse presente, pessoas sendo brutalmente assassinadas, e logo descobre que não se trata de imaginação, mas sim de visões dos crimes enquanto acontecem.

Desde o princípio, o filme causa estranhamento e curiosidade. A princípio, a narrativa parece misturar o slasher clássico, herança dos anos 1970 e 1980, com os filmes de terror sobrenaturais pelos quais Wan se tornou conhecido. A

o tentar entender se a trama seguirá por um caminho físico e sangrento ou espiritual e intangível, o público é mantido em constante análise, tentando adivinhar o desfecho.

Essa sensação se intensifica à medida que a história avança. À metade do filme, Wan abandona qualquer compromisso com o naturalismo e adota um registro maneirista, entregando viradas que ampliam o impacto do terror.

Elementos de diferentes subgêneros começam a se entrelaçar, deslocando o espectador para um terreno instável e imprevisível. O que parecia um jogo entre “maníaco” e “fantasma” se transforma em algo maior, mais experimental, mais provocador.

Paralelamente, vemos a origem desse caos na vida pessoal de Madison. Em sua primeira parceria com a roteirista Akela Cooper, Wan constrói uma protagonista que, recém-enviuvada, passa de vítima a suspeita.

No terceiro ato, resta apenas a investigação expositiva que conduz ao segredo traumático que explica a identidade do vilão, uma revelação tão chocante que mesmo fãs experientes do terror dificilmente conseguem antecipar. O resultado é um filme que desafia não só o gênero, mas também o olhar treinado do espectador mais atento.

Veja o trailer:

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