SE LIGA NA DICA!
Esse filme de terror da Netflix é um dos mais perturbadores já feitos
Longa baseado em Stephen King aposta em atmosfera sufocante e culpa extrema

Por Beatriz Santos

1922, lançado em 2017 na Netflix, é um horror-drama dirigido por Zak Hilditch e baseado no conto homônimo de Stephen King, presente na coletânea Escuridão Total Sem Estrelas.
A produção rapidamente chamou atenção ao conquistar crítica e público, somando 92% de aprovação da crítica, além de se destacar pelo terror psicológico e pela sensação constante de inquietação.
Leia Também:
A obra surgiu em um período marcado por novas adaptações do autor, impulsionadas também pela passagem dos setenta anos de Stephen King, em 2017. Naquele momento, vieram à tona títulos como 'It — A Coisa', dirigido por Andy Muschietti, 'A Torre Negra', de Nikolaj Arcel, e 'Jogo Perigoso', de Mike Flanagan. Em '1922', é a vez de Zak Hilditch assumir a missão de transformar o universo sombrio do escritor em cinema.
A trama se passa no ano de 1922 e acompanha Wilfred James (Thomas Jane), um fazendeiro até então pacato que decide tomar uma medida extrema para resolver um problema financeiro.
Ao ver a esposa Arlette (Molly Parker) disposta a vender as terras e se mudar para a cidade grande, ele arma um plano macabro para assassiná-la, e, para colocar a ideia em prática, precisa convencer Henry (Dylan Schmid), seu filho, a ajudá-lo.
O crime, no entanto, se transforma no início de uma espiral de horror. A morte de Arlette desencadeia consequências psicológicas devastadoras e eventos com toques sobrenaturais, levando o protagonista a enfrentar a culpa, o desespero e uma lenta ruína moral, enquanto o impacto também destrói o futuro do filho.
Com uma atmosfera sufocante e tensão crescente, o filme investe em um ritmo deliberado, que aprofunda motivações, conflitos e a degradação dos personagens.
A cinematografia de Ben Richardson e a trilha sonora de Mike Patton reforçam o clima sombrio, enquanto Thomas Jane se destaca ao retratar um homem consumido pelo próprio ato, e Molly Parker marca presença mesmo após a morte, adicionando camadas de terror à narrativa.
Ao explorar temas como ganância, culpa e decadência moral, a história mantém o espírito do conto de Stephen King e faz de 1922 uma experiência intensa, e difícil de esquecer.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes



