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Filme de terror recém-chegado à Netflix promete agitar domingo (18/10)
Produção reinventa um dos monstros mais conhecidos do cinema em uma história de sobrevivência


O domingo, 18, pode ser uma boa oportunidade para aproveitar o tempo livre e colocar os filmes em dia. Para quem gosta de histórias assustadoras, a Netflix tem uma opção que acaba de chegar ao catálogo após passar pelos cinemas em 2025.
Trata-se de Lobisomem, produção de terror estrelada por Christopher Abbott e Julia Garner que transforma uma viagem em família em uma luta desesperada pela sobrevivência.
Dirigido por Leigh Whannell, responsável por O Homem Invisível (2020), o longa apresenta uma nova versão de um dos monstros mais conhecidos do cinema. Produzido pela Blumhouse, o filme combina perseguições, horror corporal e conflitos familiares para explorar o medo de perder o controle sobre si mesmo.
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A produção é uma alternativa para quem deseja fugir da rotina com uma história de terror que vai além dos sustos tradicionais. Entre uma criatura misteriosa, uma casa isolada e uma transformação perturbadora, o filme aposta na tensão crescente para acompanhar uma família diante de uma ameaça que parece impossível de enfrentar.
Uma viagem em família se transforma em pesadelo
A história acompanha Blake, interpretado por Christopher Abbott, um homem que enfrenta dificuldades no casamento com Charlotte, personagem de Julia Garner. Preocupado com a relação com a esposa e com a imagem que sua filha Ginger, vivida por Matilda Firth, tem dele, o protagonista decide retornar à casa onde passou a infância.
Localizada em uma região isolada do Oregon, a propriedade pertenceu ao pai de Blake, que morreu recentemente. A viagem seria uma oportunidade para organizar os pertences deixados pelo patriarca e, ao mesmo tempo, tentar reconstruir os laços familiares.
No entanto, a situação muda quando a família é atacada por uma criatura misteriosa durante o trajeto. Blake acaba ferido e, na tentativa de escapar, os três procuram abrigo na antiga residência.
O que parecia ser um lugar seguro logo se transforma em um novo cenário de horror. Enquanto a ameaça permanece do lado de fora, Blake começa a apresentar mudanças físicas e comportamentais que colocam sua própria família em perigo.
Transformação assustadora é um dos destaques do filme
Diferentemente de outras versões da história do lobisomem, a produção de Leigh Whannell dedica boa parte de sua narrativa ao processo de transformação do protagonista.
Aos poucos, Blake perde características humanas e passa a desenvolver comportamentos cada vez mais animalescos. A mudança não acontece apenas em sua aparência, mas também na maneira como percebe o mundo e se comunica com as pessoas ao redor.
O diretor utiliza recursos de horror corporal para mostrar a deterioração física e psicológica do personagem. O trabalho de maquiagem ganha destaque ao apresentar uma transformação progressiva, que se torna mais perturbadora conforme a história avança.
Ao mesmo tempo, a dificuldade de Blake para compreender Charlotte e Ginger intensifica o drama familiar. A ameaça deixa de ser apenas a criatura que os perseguia na floresta e passa a existir dentro da própria casa.
Novo terror revisita um clássico de mais de 80 anos
A produção de 2025 é uma releitura de Lobisomem, clássico lançado pela Universal Pictures em 1941, com direção de George Waggner e protagonizado por Lon Chaney Jr.
O longa original faz parte de uma tradição de filmes de monstros que também inclui Drácula e Frankenstein. Além da transformação física, a história explorava os conflitos psicológicos de um homem dividido entre sua humanidade e os impulsos de uma criatura.
Na nova versão, Whannell atualiza esses elementos ao abordar questões como a violência transmitida entre gerações, os traumas familiares e o receio de repetir comportamentos prejudiciais herdados dos pais.
O cineasta já havia trabalhado com uma proposta semelhante em O Homem Invisível, filme de 2020 que modernizou outro personagem clássico da Universal ao incorporar discussões sobre relacionamentos abusivos e trauma.
Em Lobisomem, o diretor utiliza o isolamento da família e a transformação do protagonista para construir uma narrativa sobre o medo de se tornar aquilo que mais se teme.
Terror mistura perseguições e conflitos familiares
Além das transformações físicas, o filme aposta na ambientação para criar uma sensação constante de perigo. As florestas e os vales do Oregon servem como cenário para os primeiros encontros com a criatura, enquanto o interior da residência concentra boa parte dos acontecimentos posteriores.
A escolha de manter os personagens confinados intensifica a sensação de vulnerabilidade. Sem saber exatamente o que está acontecendo com Blake, Charlotte precisa lidar com uma ameaça que se aproxima cada vez mais da filha.
O roteiro, escrito por Leigh Whannell e Corbett Tuck, também estabelece uma relação entre o passado do protagonista e os acontecimentos do presente. As experiências vividas por Blake durante a infância ajudam a compreender seus conflitos e o temor de reproduzir os comportamentos do próprio pai.
Com isso, a produção procura equilibrar momentos de violência e perseguição com uma abordagem mais emocional, transformando a maldição do lobisomem em uma metáfora para os traumas familiares.
Vale a pena?
Sim, especialmente para quem gosta de terror com criaturas assustadoras, transformações perturbadoras e histórias que exploram os limites psicológicos dos personagens.
Lobisomem combina elementos clássicos do gênero com uma abordagem contemporânea, apostando no horror corporal e na tensão de uma família isolada diante de uma ameaça sobrenatural.
Embora algumas sequências sejam mais lentas e o roteiro dedique bastante tempo aos conflitos emocionais, o filme apresenta momentos de perseguição, maquiagem marcante e uma atmosfera claustrofóbica que pode agradar aos fãs do gênero.
Para quem procura uma produção envolvente para aproveitar o domingo, o longa é uma opção no catálogo da Netflix, principalmente para espectadores que gostam de histórias de monstros com uma dimensão psicológica.


