VEJA
Filme eletrizante sobre operação real para assistir na Netflix terça (10/08)
Com Jessica Chastain, longa baseado em fatos reais é a pedida certa


Para deixar esta terça-feira, 11, mais agitada, "A Hora mais Escura" (Zero Dark Thirty) é uma pedida certeira na Netflix. O thriller de guerra voltou ao catálogo da plataforma no início de agosto, algo que costuma acontecer ao menos uma vez por ano, dado o interesse constante do público pelo filme.
Dirigido por Kathryn Bigelow, o longa reúne um elenco de peso: Jessica Chastain, indicada ao Oscar de Melhor Atriz pelo papel, além de Jason Clarke, Joel Edgerton, Chris Pratt, Mark Strong, Kyle Chandler, James Gandolfini e Jeremy Strong em papéis coadjuvantes.
Do que se trata o filme
A trama acompanha Maya (Jessica Chastain), analista da CIA que dedica praticamente uma década inteira de sua carreira à caçada de Osama bin Laden após os atentados de 11 de setembro de 2001. Obcecada pelo caso, ela enfrenta resistência de colegas e superiores enquanto persegue uma pista que a maioria da agência já havia descartado: a identidade de um mensageiro de confiança do líder da Al-Qaeda.
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O filme reconstrói, com rigor quase documental, o trabalho de inteligência que levou à localização do complexo em Abbottabad, no Paquistão, culminando na operação da SEAL Team 6 que resultou na morte de bin Laden em maio de 2011.
Um retrato desconfortável da "guerra ao terror"
Um dos aspectos mais discutidos do filme é a forma como retrata os métodos de interrogatório usados pela CIA no período pós-11 de setembro, incluindo técnicas consideradas tortura por organizações de direitos humanos. A abordagem sem filtros rendeu ao filme tanto elogios pela coragem de não suavizar a história quanto críticas de setores que consideraram a narrativa ambígua demais sobre a eficácia desses métodos.
Vale a pena assistir?
Sim, especialmente para quem gosta de thrillers baseados em fatos reais conduzidos com tensão crescente e rigor investigativo. A atuação de Jessica Chastain sustenta o filme do início ao fim, e a direção de Kathryn Bigelow mantém o ritmo tenso mesmo em uma história cujo desfecho o público já conhece de antemão.


