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STREAMING NOVO?

‘Netflix do governo’ será exibida nas escolas; entenda proposta

Margareth Menezes detalhou, em entrevista ao portal A TARDE, como funcionará o "Tela Brasil"

Beatriz Santos, Brenda Lua Ferreira e Cássio Moreira

Por Beatriz Santos, Brenda Lua Ferreira e Cássio Moreira

27/01/2026 - 12:36 h

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Margareth Menezes explicou que a proposta busca ampliar o acesso da população às obras brasileiras
Margareth Menezes explicou que a proposta busca ampliar o acesso da população às obras brasileiras -

O Ministério da Cultura prepara o lançamento do Tela Brasil, plataforma pública de streaming gratuita dedicada exclusivamente a produções audiovisuais nacionais e que terá as escolas como um de seus principais eixos de atuação.

Em entrevista exclusiva ao Portal A TARDE, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, explicou que a proposta busca ampliar o acesso da população às obras brasileiras e fortalecer a formação cultural desde a educação básica.

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“O Tela Brasil chega para tentar mudar um pouquinho dessa percepção de consumo de streaming”, afirmou a ministra.

Streaming público e gratuito

Concebida pela Secretaria do Audiovisual (SAV) em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a Plataforma Tela Brasil funcionará como um serviço de Vídeo por Demanda gratuito, com cadastro vinculado ao gov.br.

A iniciativa oferecerá curtas, médias e longas-metragens, além de séries brasileiras, reunindo obras de diferentes regiões e linguagens do país.

Segundo Margareth Menezes, o projeto nasce em um momento de alta produção no setor, mas ainda com dificuldades de circulação. “Hoje existe uma produção muito grande com muitas obras brasileiras. Porém, muitas vezes, a produção ainda não tem condição de fazer essa dinâmica de colocar em algum lugar para que a população tenha acesso.”

A ministra reforçou que o lançamento da plataforma está previsto para este trimestre. “Nós estamos ainda nesse trimestre para lançar o Tela Brasil, que é o streaming público só para conteúdo nacional.”

Margareth conversou com o A TARDE
Margareth conversou com o A TARDE | Foto: Raphael Muller | Ag. A TARDE

O conteúdo disponível passará por um processo de seleção, respeitando critérios de interesse público, diversidade e relevância cultural e educacional. “O público vai consumir o conteúdo da produção brasileira. É claro que passa por uma curadoria, porque é necessário que haja. Tudo que é público precisa ter algumas réguas”, explicou.

Entre os compromissos da plataforma estão a valorização da pluralidade cultural, étnico-racial e de gênero, a preservação da memória audiovisual e a promoção da diversidade regional brasileira.

Exibição nas escolas e formação cultural

Um dos principais diferenciais do Tela Brasil será a utilização do acervo no ambiente escolar, contribuindo diretamente para o cumprimento da Lei 13.006/2014, que determina a exibição de filmes nacionais nas escolas de educação básica.

“Ele poderá ser usado, por exemplo, nas escolas também, com conteúdos de formação. Então, nós estamos pensando em todos esses aspectos”, destacou a ministra.

Além do acesso digital, o Ministério da Cultura também planeja ampliar os espaços físicos de exibição. “Queremos transformar, por exemplo, escolas que tenham auditório também em cineteatros. Agora, com os lançamentos desses novos institutos e escolas que o Governo Federal está fazendo, temos a ideia de que todos eles tenham um teatro. É uma educação cultural.”

Segundo ela, o audiovisual tem papel central na renovação criativa e profissional das novas gerações. “Entendendo também que o audiovisual hoje, principalmente para as novas gerações, está sendo um ambiente onde estão se reinventando, criando, inclusive, novas profissões.”

Espaço público para o audiovisual brasileiro

Com um catálogo em construção — que deve reunir cerca de 555 obras, com investimento de R$ 4,4 milhões —, o Tela Brasil pretende se consolidar como uma vitrine pública para o cinema e a produção seriada nacional.

“Pra acolher toda essa produção, é preciso ter um espaço público. E a gente vê o Tela Brasil como uma possibilidade de escoamento também dessa produção”, afirma Margareth.

Para a ministra, a iniciativa também tem impacto direto na formação de público e na qualificação do setor a longo prazo. “Eu acho que são oportunidades que a gente pode transformar em chances de devolutiva para as pessoas, especialmente para os jovens, porque estamos muito preocupados em qualificar o setor para as próximas gerações.”

Lançamento ainda sem data definida

Apesar da previsão de estreia para os próximos meses, o Governo ainda não definiu uma data exata para o lançamento oficial da plataforma.

“A data exata não temos. Mas, com certeza, dentro desses três primeiros meses, já está praticamente bem gatilhada. A gente só está esperando uma oportunidade boa também, com o presidente, para fazer um lançamento bem bacana.”

A entrevista completa com Margareth Menezes será disponibilizada em breve no A TARDE Play.

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