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Netflix vai remover série com 94% de aprovação após 8 anos no catálogo
Produção mistura humor ácido, romance e drama em uma história de apenas 16 episódios


Quem procura uma série diferente para assistir antes que ela desapareça do catálogo precisa ficar atento às próximas semanas.
A Netflix se prepara para retirar uma produção britânica que conquistou fãs com personagens imprevisíveis, humor sombrio e uma história de amadurecimento longe dos clichês adolescentes. The End of the F***ing World deixará a plataforma em 4 de novembro, após oito anos disponível no serviço de streaming.
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Lançada originalmente em 2017, a série ganhou projeção internacional depois de chegar à Netflix em 2018. Com duas temporadas, 16 episódios e 94% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, a produção se tornou uma das histórias mais peculiares do catálogo, mas acabou ficando fora do radar de parte do público.
Agora, a proximidade da retirada é uma oportunidade para revisitar a trama ou conhecê-la pela primeira vez.
Série britânica conquistou público com humor sombrio
A história acompanha James, interpretado por Alex Lawther, um adolescente de 17 anos que acredita ser um psicopata, e Alyssa, vivida por Jessica Barden, uma jovem rebelde que deseja escapar dos problemas de sua vida familiar.
Quando os dois decidem fugir juntos, o que começa como uma tentativa de abandonar a rotina se transforma em uma viagem repleta de acontecimentos inesperados. Entre situações absurdas, violência e descobertas pessoais, os protagonistas desenvolvem uma relação que mistura desconfiança, atração e vulnerabilidade.
Em vez de apostar na fórmula tradicional das séries adolescentes, a produção combina comédia sombria, romance e drama para explorar personagens que não se encaixam facilmente nos padrões sociais. A jornada dos dois também aborda questões como solidão, conflitos familiares e as dificuldades de lidar com sentimentos durante a juventude.
Episódios curtos permitem maratonar antes da retirada
Um dos diferenciais de The End of the F***ing World é o formato enxuto. Ao longo de duas temporadas e 16 episódios, com aproximadamente 20 minutos cada, a série desenvolve sua história sem exigir longas horas diante da tela.
A duração reduzida ajuda a manter o ritmo da narrativa, enquanto o humor desconfortável e as situações extremas contrastam com momentos de fragilidade emocional. Essa combinação contribuiu para transformar a produção em um título cult, reconhecido por apresentar uma visão pouco convencional sobre o primeiro amor e o amadurecimento.
A recepção da crítica também reforça a relevância da série. No Rotten Tomatoes, a produção registra 94% de aprovação, com elogios à originalidade da narrativa, às atuações e ao equilíbrio entre comédia e drama. Para quem busca uma história diferente das produções adolescentes mais tradicionais, a minissérie pode ser uma descoberta interessante.
Por que a Netflix vai retirar a série do catálogo?
Apesar de ter sido amplamente associada à Netflix no mercado internacional, The End of the F***ing World foi originalmente produzida pelo Channel 4, emissora britânica responsável pela série. O streaming adquiriu os direitos de distribuição por um período determinado, e a retirada está relacionada ao encerramento desse acordo, que não foi renovado.
A produção terminou em 2019, após duas temporadas. Criada por Charlie Covell, a história foi concluída sem planos anunciados para uma terceira temporada, o que permite acompanhar uma narrativa com começo, desenvolvimento e desfecho definidos.
Covell também esteve à frente de KAOS, série lançada pela Netflix em 2024. Enquanto isso, The End of the F***ing World se aproxima de sua despedida do catálogo, com saída prevista para 4 de novembro.
Vale a pena?
Sim, principalmente para quem gosta de tramas complexas, personagens moralmente ambíguos e histórias que misturam humor ácido com conflitos emocionais. The End of the F***ing World transforma uma fuga adolescente em uma jornada imprevisível, explorando temas como solidão, violência, afeto e amadurecimento sem recorrer às soluções mais convencionais do gênero.
A química entre Alex Lawther e Jessica Barden, somada aos episódios curtos e ao tom provocador, ajuda a sustentar o interesse ao longo das duas temporadas. Embora a narrativa tenha momentos desconfortáveis, essa característica faz parte da identidade da produção.
Com a retirada marcada para 4 de novembro, a série é uma opção para quem quer aproveitar o tempo disponível e conhecer uma obra britânica aclamada antes que ela deixe a Netflix. São apenas 16 episódios de aproximadamente 20 minutos, uma maratona que pode ser concluída em poucas horas.


