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Minissérie da Netflix dobra audiência e chega a 20 milhões de views
Produção de época alcançou milhares de visualizações e conquistou 86% de aprovação da crítica


O domingo chegou com uma boa oportunidade para descobrir uma história envolvente sem precisar passar semanas acompanhando várias temporadas. Para quem procura uma produção capaz de prender a atenção durante o tempo livre, a Netflix tem uma minissérie de época que vem conquistando cada vez mais espectadores e se destacando entre os lançamentos recentes da plataforma.
Lançada em 1º de outubro de 2026, A Leste do Éden praticamente dobrou sua audiência em menos de duas semanas e se aproximou da marca de 20 milhões de visualizações. Estrelada por Florence Pugh, a produção combina drama familiar, conflitos morais e relações complexas em uma narrativa ambientada entre o final do século XIX e o início do século XX.
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O crescimento dos números chama atenção: depois de registrar 6,5 milhões de visualizações nos primeiros quatro dias, a minissérie alcançou 12,8 milhões na semana seguinte, entre 5 e 11 de outubro. O desempenho colocou a produção na segunda posição do ranking global de séries em inglês da Netflix, atrás apenas de Profundezas.
Além do sucesso de audiência, a produção conquistou 86% de aprovação no Rotten Tomatoes e recebeu elogios pelas atuações e pela ambientação histórica. Com apenas sete episódios, cada um com duração média de uma hora, a minissérie é uma ótima pedida para quem deseja aproveitar o fim de semana com uma trama que mistura disputas familiares, escolhas difíceis e personagens imprevisíveis.
Por que A Leste do Éden virou um sucesso na Netflix?
Criada por Zoe Kazan, a minissérie adapta o romance homônimo de John Steinbeck, publicado originalmente em 1952. A obra já havia sido levada ao cinema em 1955, em um filme dirigido por Elia Kazan, avô da criadora da nova versão.
Agora, a história ganha mais espaço para desenvolver os conflitos e as relações entre os personagens ao longo de sete episódios.
A narrativa acompanha diferentes gerações de uma família e explora temas como culpa, herança, rivalidade e a disputa entre o bem e o mal. A história começa na Nova Inglaterra antes de chegar ao Vale de Salinas, na Califórnia, onde os dramas familiares ganham novos contornos.
A nova adaptação também toma decisões próprias ao dar maior destaque a Cathy Ames, personagem interpretada por Florence Pugh. Em vez de apresentar a figura apenas como uma representação absoluta da maldade, a produção busca explorar as circunstâncias que moldaram sua personalidade e as escolhas que definem sua trajetória.
Florence Pugh é um dos destaques da minissérie
A atuação de Florence Pugh é um dos principais atrativos da produção. A atriz interpreta Cathy com uma combinação de frieza, sutileza e imprevisibilidade, construindo uma personagem que desperta curiosidade mesmo quando suas atitudes provocam desconforto.
A história também conta com Christopher Abbott e Mike Faist, que ajudam a desenvolver os conflitos familiares e as diferentes perspectivas sobre o que significa agir corretamente. Outro personagem importante é Lee, interpretado por Hoon Lee, um homem sino-americano que trabalha na fazenda de Adam e participa da criação dos filhos.
A presença de Lee amplia a discussão central da trama sobre as escolhas individuais. A minissérie questiona se as pessoas estão condenadas a repetir os erros de seus familiares ou se podem decidir qual caminho seguir, mesmo diante de circunstâncias difíceis.
A minissérie também faz parte da estratégia da Netflix de investir em dramas ambientados no universo rural norte-americano, com histórias familiares e disputas pessoais.
Nesse contexto, o desempenho da produção mostra como uma adaptação literária pode conquistar novos espectadores ao apresentar conflitos que continuam relevantes mesmo em cenários históricos.
Vale a pena?
Sim. Para quem gosta de tramas de época, dramas familiares e personagens cheios de contradições, A Leste do Éden é uma opção que merece entrar na lista. A minissérie vai além de uma disputa entre pessoas boas e más e propõe uma reflexão sobre como o passado, as relações familiares e as decisões individuais influenciam o destino de cada personagem.
Os sete episódios também tornam a produção uma escolha interessante para quem quer começar e terminar uma história em poucos dias.
Com Florence Pugh à frente do elenco, uma ambientação caprichada e conflitos que ganham novas camadas ao longo da narrativa, a minissérie reúne bons motivos para aproveitar o tempo livre com uma maratona envolvente.


